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A carta de Juruna

Correio do Povo (Porto Alegre/RS)
30 de nov de 1980

O cacique xavante Mário Juruna conseguiu autorização para viajar à Holanda para participar do Tribunal Russell, contrariando a lei que o tutela à Funai. Antes de obter o habeas corpus, Mário remeteu uma carta à Holanda, em que expõe o motivo pelo qual crê estar sendo impedido de participar do Tribunal (Carta transcrita na notícia).
Jacques Wainberg escreve, então, discutindo e problematizando questões indígenas e a função do Tribunal europeu (que em sua opinião estaria mais preocupado com o julgamento de questões americanas, deixando de lado suas próprias), bem como denúncias nele levantadas: quais povos brasileiros sofrem, onde e com o que? e os outros indígenas das Américas?. Jacques expõe as denúncias e faz críticas a (falta de) ações contra genocídio e etnocídio nestes lugares.
Traz também a visão, distinta da sua, de Caio Lustosa, advogado da ANAI e que impetrou mandado de segurança em favor de Juruna, em relação ao Tribunal que ocorre na Holanda.

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