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Caprichoso homenageia povos Asurini e Xikrin no Festival de 2026

A Crítica - acritica.com
Autor: Gaby Gentil
24 de Jun de 2026

Lideranças indígenas acompanharam a apresentação dos subtemas e celebraram o reconhecimento às histórias e à resistência de seus povos na arena

Representante do povo Xikrin Mebêngôkre, Takak Xikrin acompanha a apresentação dos subtemas do Caprichoso para 2026. O povo indígena será homenageado na terceira noite do Festival de Parintins, dedicada à resistência dos povos do Norte do Brasil (Fotos: Junio Matos/A Crítica)

Os povos Asurini e Xikrin estarão entre os homenageados pelo Boi Caprichoso no Festival de Parintins 2026. As lideranças indígenas das duas etnias acompanharam, nesta quarta-feira (24), a apresentação dos subtemas do espetáculo, realizada no Curral Zeca Xibelão, e celebraram o reconhecimento às histórias, tradições e à resistência de seus povos na arena do Bumbódromo.

As homenagens integram a construção artística do tema "Brinquedo que canta seu chão". O povo Asurini será representado na segunda noite do festival, "O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia - O Chão da Vida". Já o povo Xikrin Mebêngôkre será homenageado na terceira noite, "O Brinquedo da Resistência Canta: Norte Brasil - O Chão de Bravos", que será encerrada com o Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin Mebêngôkre.

Líder do povo Asurini, Raimundo Asurini afirmou que a homenagem representa um importante reconhecimento à trajetória de resistência de sua comunidade, marcada pelos impactos de grandes empreendimentos sobre o território tradicional.

Líder do povo Asurini, Raimundo Asurini agradece a homenagem que será realizada pelo Boi Caprichoso na segunda noite do Festival de Parintins 2026, dedicada à Amazônia e aos povos da floresta. Foto: Junio Matos/A Crítica

Segundo Raimundo, mesmo diante das dificuldades enfrentadas ao longo das últimas décadas, o povo Asurini conseguiu preservar sua identidade e reconstruir sua história.

Representando o povo Xikrin Mebêngôkre, o ativista Takak Xikrin destacou que a homenagem vai além da celebração cultural e representa uma oportunidade de dar visibilidade às lutas enfrentadas pelos povos indígenas da Amazônia.

"Essa homenagem não vai ser só uma homenagem. Ela vai ser uma voz que vai gritar pela existência, pela proteção do nosso território e pela cultura dos povos da Amazônia, principalmente do povo Xikrin", declarou.

Segundo ele, o espaço conquistado no Festival de Parintins ajuda a ampliar o alcance das pautas indígenas e fortalece a defesa dos territórios tradicionais. "Para nós é um momento importantíssimo, principalmente para o meu povo, receber essa homenagem e poder ecoar essa voz na existência e na luta do nosso povo", concluiu

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