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Cantareira pode secar em julho, prevê centro de monitoramento

O Globo, País, p. 6
16 de Jan de 2015

Cantareira pode secar em julho, prevê centro de monitoramento
Governador Alckmin diz que foi mal interpretado ao falar sobre racionamento

TIAGO DANTAS
tiago.dantas@sp.oglobo.com.br

-SÃO PAULO- O Sistema Cantareira, responsável por abastecer 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, pode secar em julho, caso o consumo de água na Região Metropolitana continue o mesmo e a chuva mantenha o ritmo observado nos últimos meses. A projeção foi feita pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais ( Cemaden), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
Segundo a pesquisadora Luz Adriana Cuartas, hidróloga do Cemaden, foram levados em conta cenários com diferentes quantidades de chuva. Uma dessas situações prevê 10% da média histórica de chuva. Nesse caso, o Cantareira poderia secar em março. Se as precipitações ficarem dentro da média, um dos dois volumes mortos seria recuperado até abril, e água acabaria em junho.
Caso as tempestades fiquem dentro do que foi registrado nos últimos três meses, os reservatórios aguentarão até julho. Entre 1o de outubro e 31 de dezembro choveu cerca de 67% da média histórica na região do Cantareira. Segundo Luz, essas previsões levam em conta que a vazão dos reservatórios continuará a mesma.
A Sabesp trabalha para reduzir a quantidade de água retirada das represas que formam o Cantareira ao longo dos próximos meses e já fala na utilização de um terceiro volume morto - uma reserva de 41 milhões de litros de água que precisa de bombas para ser incluída na rede de distribuição.
Embora o governo paulista tenha passado a reconhecer a gravidade da situação anteontem, pelo menos um ano após o início da crise, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ontem que suas declarações sobre São Paulo estar vivendo um racionamento foram "mal interpretadas".
- O que é racionamento? É você fechar o registro - disse o governador, que afirmou estar fazendo esforço para evitar o racionamento:
- Claro que sim. Na realidade, o que estamos fazendo permanentemente? Nós estamos evitando o racionamento.

DESCER DO PALANQUE
JÁ DISTANTE dos palanques eleitorais, o governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, admitiu, mesmo de maneira enviesada, a existência de um racionamento de água na região metropolitana da capital.
FALTA AGORA a presidente da República, a petista Dilma Rousseff, reconhecer a situação de emergência do setor elétrico.

O Globo, 16/01/2015, País, p. 6

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