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Câmara aprova poder de polícia para Forças

OESP, Nacional, p. A11
10 de Mar de 2010

Câmara aprova poder de polícia para Forças
Estratégia Nacional de Defesa, que ainda precisa passar no Senado, fortalece ministério civil

Tânia Monteiro

A Câmara aprovou ontem projeto que estende à Marinha e à Aeronáutica poderes de polícia que o Exército já possui nas áreas de fronteira. O texto reforça o poder do ministro da Defesa, que passa a ter comando operacional sobre as três Forças, que ficam, efetivamente, subordinadas ao poder civil.

Uma emenda do deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) leva para a lei decisão do Supremo Tribunal Federal que assegura às Forças Armadas ações em reservas ecológicas, áreas indígenas, ou faixas de fronteira, sem necessitar de autorização prévia.

O projeto, que teve como relator o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), estabelece que a Estratégia Nacional de Defesa (END) tem de ser atualizada pelo Congresso a cada quatro anos. Segundo Jungmann, com a decisão "o Congresso passa a ser corresponsável por ela, que se transforma em uma política de Estado". O projeto, que teve origem no Ministério da Defesa, foi aprovado por 328 votos a 5, com 3 abstenções, e ainda precisa ser votado pelo Senado.

O projeto cria ainda o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, subordinado ao ministro da Defesa e chefiado por um oficial-general.

Com a mudança na Lei Complementar 97/99, as Forças Armadas, e não apenas o Exército, poderão realizar ações preventivas e repressivas na faixa de fronteira terrestre, no mar e nas águas interiores contra o tráfico de drogas e crimes ambientais. Além de patrulhamento, militares poderão revistar nessas áreas pessoas, veículos, embarcações e aeronaves suspeitas, assim como fazer prisões em flagrante.

OESP, 10/03/2010, Nacional, p. A11

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