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Cai consumo de madeira na Amazônia

Jornal do Commercio-Manaus-AM
14 de Abr de 2005

O maior rigor do Ibama (Instituto Nacional do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) na aprovação dos planos de manejo florestal ajudou a evitar o corte de aproximadamente 950 mil árvores na Amazônia. Um levantamento realizado pelo Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia) mostra que o consumo de madeira em tora pela indústria madeireira na região caiu de 28,3 milhões de metros cúbicos, em 1998, para 24,5 milhões de metros cúbicos, em 2004.

Segundo o pesquisador do Imazon, Beto Veríssimo, o cancelamento de centenas de planos de manejo florestal irregulares na Amazônia -em especial no Pará e no Mato Grosso, Estados onde a indústria madeireira se concentra - ajuda a explicar esse dado.

Em 2000, havia 3.000 planos de manejo florestal aprovados pelo Ibama na Amazônia. No ano passado, eram apenas 1.186 planos. O chefe da Divisão de Fiscalização do Ibama no Amazonas, Virgílio Ferraz, disse que a maior parte dos planos de manejo foi cancelada depois que o Ministério do Meio Ambiente editou a instrução normativa no 4/2002.

"Ela exige maior rigor técnico na apresentação dos dados do inventário florestal e um detalhamento maior na apresentação dos mapas", afirmou Virgílio.

Exportações crescentes

Outro motivo apontado por Beto Veríssimo para justificar a diminuição do consumo de madeira é a melhoria no rendimento industrial, ligada ao aumento das exportações. O pesquisador disse que a indústria madeireira aumentou em 4% sua eficiência na conversão de madeira em tora e em produtos finais (madeira serrada, laminados, compensados e madeira beneficiada).

"Parece pouco, mas cada 1% de aumento no rendimento significam quase 1 milhão de metros cúbicos de madeira em tora melhor aproveitados", esclarece Beto. O estudo do Imazon mostra que, em 1998, as madeireiras na Amazônia exportavam apenas 14% de sua produção; em 2004, esse índice subiu para 36%.

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