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Autor: Waldemar Gonçalves - Russo
25 de Mai de 2009
Está marcada para acontecer a partir das 13 horas de amanhã, a audiência do cacique Carlito de Oliveira e outros indígenas de Dourados, que foram recentemente denunciados pelo MPE (Ministério Público Estadual) acusados de formação de quadrilha armada e receptação dolosa.
De acordo com informações do juiz da 3ª Vara Criminal, Celso Antônio Schuch Santos, a denúncia contra o grupo de índios, supostamente liderados pelo cacique, foi oferecida pelo promotor de Justiça, João Linhares Júnior.
Celso Schuch disse à reportagem que em substituição a juíza Dileta Terezinha Thomaz de Souza, da 1ª Vara Criminal, estará amanhã ouvindo o cacique Carlito de Oliveira e seu grupo, e também algumas testemunhas.
O juiz diz acreditar que a tomada de depoimentos não deverão ser encerradas amanhã devido ao grande número de pessoas a serem ouvidas por ele, na presença dos advogados defesas dos acusados, provavelmente de algum representante da Funai (Fundação Nacional do Índio) e do Ministério Público. "Se não der para ouvir todo mundo amanhã, os que não prestaram declarações deverão retornar na tarde do dia seguinte", disse Celso Schuch lembrando já ouviu uma pessoa na sexta-feira e a tomada de declarações dela levou pouco mais de duas horas.
CACIQUE EM MAUS LENÇOIS
Carlito de Oliveira e alguns índios após serem acusados de terem matado dois policiais civis e ferir gravemente um terceiro no dia 1o de maio de 2006, próximo à ponte do rio Dourados, no Porto Cambira, foram presos em flagrante no dia 12 de fevereiro, acusados de terem cometido furtos na casa de um sargento da PM (Polícia Militar) localizada às margens do mesmo rio.
Com o cacique e o grupo, que vinha morando no acampamento Passo Piraju, em Dourados, na mesma estrada de acesso ao Porto Cambira, a cerca de 15 quilômetros da cidade, foram encontrados munições e uma espingarda, segundo a polícia.
Além de Carlito de Oliveira, estão denunciados na Justiça, a esposa dele, Plácida Benites e o filho Lindomar Brites de Oliveira, e os indígenas Estevo Duarte e Nilson Duarte.
O grupo é acusado de furtar do rancho do policial militar, colchões, fogão, freezer, talheres, botijão de gás, entre outros objetos.
Contra o cacique e seu filho, também existe a acusação de estarem envolvidos nas mortes dos policiais civis Rodrigo Pereira Lorenzatto e Ronilson Magalhães Bertie, além de tentativa de assassinar o também policial. Emerson José Gadane.
Esse processo ainda tramita na Justiça Federal, enquanto dos índios acusados que estão presos, Lindomar Brites de Oliveira, filho do cacique, está foragido.
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