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Busca de parceria ecológica

CB, Mundo, p. 24
11 de Jan de 2007

Busca de parceria ecológica

Rodrigo Craveiro
Da equipe do Correio

O ministro das Florestas da Indonésia, Malan Sambat Kaban, esteve ontem em Brasília para conhecer as políticas ambientais da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. Antes de receber a imprensa, ele se se reuniu com a titular brasileira da pasta de Meio Ambiente, Marina Silva. De acordo com Kaban, a visita foi motivada pelo fato de Brasil e Indonésia terem as maiores florestas tropicais do mundo. "As duas nações precisam ter uma forte cooperação para proteger suas matas", destacou. "Nossa intenção é conhecer a certificação de florestas brasileiras", acrescentou. Considerado um dos maiores desmatadores do mundo, a Indonésia devasta 2 milhões de hectares por ano, enquanto a taxa de reflorestamento é de apenas 600 mil hectares.

Para mudar esse quadro, o ministro afirmou que o governo e as companhias privadas estão iniciando o replantio de 2 milhões de hectares de florestas. Segundo Kaban, a Indonésia tem aprimorado a restauração do ecossistema. "Temos uma lei que torna crime o corte ilegal de madeira", revelou. Jacarta assinou um memorando em conjunto com Estados Unidos, Reino Unido, China e Japão que estipula a criação de reservas intocáveis. O representante do governo indonésio também demonstrou preocupação com o aquecimento global, agravado pela devastação das matas. "Assim como o Brasil, que protegeu 20 milhões de hectares de florestas, a Indonésia desenvolveu áreas preservadas. Uma das soluções para o aquecimento global passa pelo replantio florestal", explicou.

No encontro com a ministra Marina Silva, Kaban ouviu explicações sobre os progressos obtidos pelo Brasil na área de reflorestamento. "Falamos sobre uma possível cooperação na área de gerenciamento nacional de florestas." Bali Moniaga, embaixador da Indonésia, destacou a visita. "A cooperação entre as duas maiores florestas pode dar muito ao mundo. Os dois países podem firmar uma grande parceria: ambos são ricos em recursos naturais e têm uma economia em ascensão."

CB, 11/01/2007, Mundo, p. 24

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