CB, Cidades, p. 34
28 de Out de 2008
Burle Marx sai do papel ano que vem
Helena Mader
Da equipe do Correio
A nova área de conservação da capital federal vai sair do papel no primeiro semestre de 2009. O GDF já licitou a primeira etapa do Parque Burle Marx e as obras devem começar ainda este ano. Até junho, estarão prontas duas pistas de 16 quilômetros cada, uma para caminhada e corrida e outra para ciclistas, três estacionamentos, banheiros e vias de acesso. Com essa infra-estrutura, 10 mil brasilienses poderão usufruir do parque que, quando concluído, terá árvores nativas, espelhos d'água e espaços de convivência.
Para a primeira fase das obras, o governo separou R$ 27 milhões do orçamento. Os envelopes com as propostas das empresas interessadas em participar da licitação deveriam ter sido abertos ontem, mas o Tribunal de Contas do DF pediu a paralisação do processo para analisar mais detalhadamente o edital. O gerente do projeto do Burle Marx, Ênio Dutra, acredita que isso não vai atrapalhar o cronograma. "Vamos fazer as adequações necessárias para que não haja atrasos."
O parque Burle Marx terá 280 hectares, o equivalente a 280 campos de futebol. A unidade de conservação ficará entre a Asa Norte e o futuro Setor Noroeste. A implantação do parque era uma exigência do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a autorização do novo bairro.
Reivindicação antiga
A área de lazer é uma reivindicação antiga dos moradores da Asa Norte. Eles reclamam que o local hoje está abandonado e serve de refúgio para traficantes e assaltantes. "O Burle Marx será uma vitória para todos os moradores. Além de garantir mais segurança para a Asa Norte, trará qualidade de vida. Teremos espaço para a prática de esportes e caminhadas", comemora a presidente do Conselho Comunitário da Asa Norte, Leomízia Pereira.
Após a licitação da primeira fase do parque, serão construídas as lagoas de retenção, para onde serão direcionadas as águas pluviais do Setor Noroeste. "Duas lagoas ficarão em uma área mais afastada do parque. Outras duas serão construídas no meio do Burle Marx e funcionarão como espelhos d'água de 70 centímetros de profundidade", explica Ênio Dutra. Esses lagos ficarão na principal atração do parque: o espaço Viva o Povo Brasileiro. Trata-se de uma área quadrangular com 300 metros de lado que trará uma reprodução do mapa do Brasil, com os estados e as bacias hidrográficas.
Além das decisões sobre o parque Burle Marx, o futuro do Setor Noroeste também será definido a partir desta semana. O pedido de impugnação do registro do bairro será enviado nos próximos dias à Vara de Registros Públicos. "Vamos procurar o juiz e pedir para ele dar preferência ao julgamento. A impugnação não tem fundamento. Os documentos apresentados são antigos, não pegaram toda a cadeia dominial do imóvel. Estão questionando posse, o que não dá direito de impugnar", disse Antônio Gomes, presidente da Terracap. Para ele, o juiz tem condições de julgar o caso em 15 dias.
Colaborou Gizella Rodrigues
CB, 28/10/2008, Cidades, p. 34
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