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Brasil quer dobrar venda de produtos florestais

GM, Agronegocios, p. B13
13 de Jun de 2005

Brasil quer dobrar venda de produtos florestais

Chiara Quintão

Vitória, 13 de Junho de 2005 - Responsável por menos de 4% do comércio mundial de produtos florestais, o Brasil tem potencial para triplicar as exportações desses itens, dos atuais US$ 5,8 bilhões para US$ 15 bilhões, no período de 12 a 15 anos. O comércio internacional de produtos florestais movimenta, anualmente, US$ 150 bilhões.
Até 2012 estão programados investimentos de US$ 20 bilhões pelo setor, sendo US$ 14 bilhões das indústrias de celulose e papel e US$ 6 bilhões dos produtores de madeira sólida. "Mas muita coisa ainda precisa ser feita, como equiparação das normas e regulamentos da silvicultura às demais atividades do campo, e a modificação da legislação ambiental", diz o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), Carlos Aguiar. Com as mudanças, a área de florestas plantadas poderia passar de 5 para 11 milhões de hectares.
A receita de embarques de US$ 5,8 bilhões considera os produtos florestais oriundos de florestas plantadas. Se somadas as divisas dos itens de florestas naturais (R$ 1 bilhão), a cifra chega a US$ 6,8 bilhões, de acordo com assessor técnico da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), Marco Tuoto. "Os produtos florestais são o segundo item na pauta do agronegócio, atrás apenas do complexo soja", acrescenta.
Do total exportado, o segmento de madeira sólida, que inclui móveis, madeira serrada, compensados e remanufaturas - molduras, portas, janelas -, detém 55%, enquanto celulose e papel ficam com a fatia de 45%. "Faltam políticas públicas orientadas, exclusivamente, para o setor", completou Tuoto, que participou do Fórum Brasileiro de Florestas Plantadas, em Vitória.
Apesar da taxa média de expansão anual dos embarques de 11%, registrada nos últimos 15 anos, de acordo com Tuoto, a exportação deverá crescer menos, em 2005, com alta entre 5% e 6%. "A variação menor será decorrente da sobretaxa de 8% que os Estados Unidos vão impor às importações de compensado de pinus do Brasil, a partir de 8 de julho, e do dólar desvalorizado", lembrando que, mesmo com o atual câmbio, fabricantes de celulose e papel deverão honrar os contratos.

GM,13/06/05, Agronegocios, p. B13

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