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Brasil pode ter metas contra o desmatamento

O Globo, Ciência, p. 38
22 de Nov de 2007

Brasil pode ter metas contra o desmatamento
Governo, cientistas e ONGs discutem plano para reduzir queimadas e emissão de gases

Luiza Damé

O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas propôs ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o governo estabeleça metas de redução de desmatamento e queimadas no país, especialmente na Amazônia, como forma de diminuir a emissão de gases e contribuir para o combate ao aquecimento global. Segundo o secretário-executivo do fórum, Luiz Pinguelli Rosa, o maior questão climática no Brasil é o desflorestamento. O ministro interino de Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, admitiu ser possível adotar metas quantificáveis atenuar o problema.
- Entregamos ao presidente sugestões para o Brasil ter um plano para mudança climática. E o ponto principal é o combate ao desmatamento. O governo tem de priorizar isto, o que está sendo feito, mas queremos metas para o próximo ano - disse Pinguelli.
O fórum, que se reuniu no Palácio do Planalto, é presidido por Lula e tem cerca de 70 integrantes - 12 ministros e representantes de órgãos federais, estatais, instituições de pesquisa, empresas privadas e organizações não governamentais. Capobianco disse que no Acordo de Kioto, para redução de emissão de gases, não há metas para os países em desenvolvimento, somente para os desenvolvidos.

- Mas é possível determinar metas internas. O Brasil pode internamente definir políticas estratégias e até objetivos quantificáveis para estimular sua ação na redução de emissões do desmatamento.

Ou seja, nas várias ações para enfrentar o desafio das mudanças climáticas - afirmou.

Segundo Capobianco, a previsão é que no período de julho de 2006 a julho de 2007 tenha sido registrado o menor índice de desflorestamento da Amazônia, desde 1988, quando começou o monitoramento pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados devem ser divulgados em breve pelo Ministério do Meio Ambiente. Ele reconheceu que nos últimos meses houve um incremento do desmatamento e será necessário rever o plano nacional para retomar a tendência de redução.

Na reunião, o presidente disse que o governo foi criticado por inchar a máquina pública ao abrir concurso para o Ministério do Meio Ambiente.

Segundo ele, havia críticas ao aumento de gastos, mas ninguém reconhecia que havia poucos servidores para fazer licenciamento ambiental.

O Globo, 22/11/2007, Ciência, p. 38

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