O Globo, Sociedade, p. 24
01 de Dez de 2015
Brasil e Noruega prorrogam parceria pela floresta
Fundo Amazônia para a redução do desmatamento terá mais US$ 600 milhões
-LE BOURGET, FRANÇA- Os governos brasileiro e norueguês decidiram ontem prorrogar a sua parceria nas áreas de clima e florestas até 2020, aumentando a ambição de redução do desmatamento e da degradação florestal. A primeira fase da parceria, que é baseada em resultados, está em vigor desde 2008 e já representou uma contribuição de US$ 1 bilhão por parte da Noruega ao Fundo Amazônia brasileiro. Agora, serão mais US$ 600 milhões.
- Desmatamento, se você piscar, ele volta. Precisa de esforço do governo. Precisa de Exército, Marinha, Aeronáutica, Ibama, polícia para fazer a contenção. Não basta isso, tem que desenvolver as regiões. Precisamos da parceria com governadores. Nós detectamos os estados onde houve aumento. Você nunca terá o dia em que essa será uma questão pacificada. Você combate 24 horas por dia e, se piscar, volta - disse a presidente Dilma Rousseff.
ARMA CONTRA AQUECIMENTO
Cortar as emissões de carbono resultantes do desmatamento pela metade nos países dos trópicos pode evitar o lançamento de 1,135 bilhão de carbono na atmosfera e contribuir de forma significativa para os urgentes esforços de conter o aquecimento global em até 2 graus Celsius. A conclusão está no estudo "Emissões de carbono do desmatamento da floresta tropical pode cair em 50% em cinco anos?", publicado na edição de dezembro do periódico científico "Global Change Biology". O documento destaca o papel do Brasil na redução do desmatamento, o primeiro no ranking dos países. No entanto, afirma que a maior parte do esforço do país foi compensada pelo desmatamento em outros países tropicais.
ENERGIAS RENOVÁVEIS
O Banco Mundial (Bird) também anunciou mais US$ 500 milhões, dos quais US$ 250 milhões já estariam disponíveis no ano que vem. A iniciativa vem de um esforço conjunto de Noruega, Suécia, Alemanha e Suíça. Outros US$ 248 milhões estarão disponíveis aos países emergentes para projetos de energias renováveis e até para a suspensão dos subsídios de combustíveis fósseis para compor o Fundo dos Países Menos Desenvolvidos (LDCF, na sigla em inglês).
Ontem, o bilionário Bill Gates anunciou a Mission Innovation, um programa que une 20 países, entre eles o Brasil, para dobrar os investimentos em pesquisas dedicadas a fontes de energia renováveis. A ideia é que o fundo chegue a US$ 20 bilhões nos próximos cinco anos. Em outra iniciativa, Gates e Mark Zuckerber anunciaram a criação do Breakthrough Energy Coalition, grupo que investirá em empresas em estágio inicial com potencial de produzir a energia do futuro, com emissão de carbono próximo a zero. (V.O.)
O Globo, 01/12/2015, Sociedade, p. 24
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