OESP, Economia, p.B4
08 de Jan de 2004
Brasil e Argentina vão retomar construção de usina na fronteira Projeto da Hidrelétrica de Garabi, no Rio Uruguai, está suspenso desde 1996
DENISE CHRISPIM MARIN
BRASÍLIA - Os governos do Brasil e da Argentina se comprometeram a retomar o projeto de construção da usina hidrelétrica de Garabi, no Rio Uruguai, na fronteira entre os dois países.
A decisão foi anunciada ontem, após reunião da Comissão Mista Permanente do Setor Elétrico Brasil-Argentina. O projeto está suspenso desde 1996 por causa de um contencioso socio-ambiental do lado brasileiro.
Segundo estudos da Eletrobrás, seriam necessários investimentos de cerca de US$ 200 milhões para contornar os danos ambientais e sociais causados pela obra.
O projeto conjunto foi criado em 1972. Em 1996, os governos haviam concordado em entregar a obra à iniciativa privada. Segundo a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, esse enfoque será mantido e a obra deverá ser licitada.
O projeto inicial prevê que a hidrelétrica terá capacidade de produção de 1.200 a 1.800 megawatts (MW).
Na reunião, encerrada ontem, a comissão mista decidiu, também, criar um grupo de trabalho para estudar a retomada das obras do gasoduto Uruguaiana-Porto Alegre, que transportará gás natural argentino. O secretário (ministro) argentino de Energia, Daniel Camerón, propôs ainda que o Brasil participe da construção do gasoduto Argentina-Bolívia. Esse será um dos temas da próxima reunião, que deverá ocorrer até o fim de abril.
A Comissão decidiu criar, ainda um grupo de trabalho incumbido de propor um modelo para o intercâmbio permanente de energia spot entre os dois países. A delegação brasileira foi chefiada pela ministra Dilma Rousseff e a argentina, por Camerón. Ao término da reunião, a ministra informou que a capacidade de transporte de energia entre Brasil e Argentina, a partir da subestação de Garabi, na fronteira entre ambos, é de 2 mil megawatts.
Segundo ela, os dois países querem maximizar o uso dessa energia, com a criação de uma espécie de "conta corrente".
OESP, 08/01/2004, p. B4
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