OESP, Vida, p. A16
05 de Nov de 2004
Brasil cumpre meta e reduz agressão à camada de ozônio
País conseguiu diminuir bastante o de consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio, como os CFCs
Karine Rodrigues
RIO - Em meio a notícias ambientais nada animadoras, há pelo menos um bom sinal. O Brasil não só conseguiu reduzir o consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio como superou as metas estabelecidas para o País pelo Protocolo de Montreal, acordo internacional assinado em 1987.
De 1992 a 2003, caiu para menos da metade o uso de clorofluorcarbonos (CFCs), compostos químicos altamente danosos para a camada de ozônio: de 11.198 caiu para 4.356 toneladas. Também houve redução de outras substâncias mais nocivas, associada ao uso de compostos de menor teor de poluição, como os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs).
Houve redução de consumo em todos os setores da economia nacional, com maior intensidade nas indústrias de aerossóis, solvente e refrigeração (como geladeiras e ar condicionados). "Isso é importante até para a economia, pois torna os produtos mais competitivos. Fica mais fácil vendê-los no exterior se utilizam gases menos agressivos à camada de ozônio", salienta o biólogo e coordenador de Indicadores Ambientais do IBGE, Judicael Clevelario Junior.
O grande desafio para o mundo hoje, diz ele, é descobrir um gás que seja barato, atóxico e inócuo à camada de ozônio, que protege o planeta da radiação solar. "Do total de CFCs já produzidos e armazenados, apenas 5% até hoje escaparam para a atmosfera. E isso está fortemente associado ao buraco existente na camada de ozônio."
Entenda melhor a camada de ozônio
O que é: Camada protetora de gás ozônio (O3) que envolve a Terra e absorve raios ultravioleta, protegendo o planeta da radiação nociva do Sol
Problema: Gases CFC destroem o ozônio, criando buracos na atmosfera e permitindo a passagem da radiação
Solução: reduzir CFCs
OESP, 05/11/2004, Vida, p. A16
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