OESP, Internacional, p. A10
15 de Ago de 2017
Brasil amplia presença militar na fronteira com Venezuela
Tropa regular, de 70 homens, ganha apoio de 30 combatentes; centro de acolhimento não saiu do papel em Roraima
A presença militar do Brasil na fronteira com a Venezuela está sendo reforçada a partir do eixo rodoviário que une as cidades de Pacaraima, em Roraima, e Santa Elena de Uairén, no Estado de Bolívar. No pequeno município brasileiro de 11 mil habitantes, a tropa regular de 70 homens do 3.o Pelotão Especial de Fronteira está operando com o apoio de um time suplementar de 30 combatentes.
O pelotão, parte integrante da 1.ª Brigada de Selva da capital, Boa Vista, está atuando no controle do fluxo de refugiados e imigrantes venezuelanos que cruzam a linha do limite entre os dois países fugindo da crise econômica e da instabilidade política do regime de Nicolás Maduro. Eram pouco mais de 140 pessoas há oito meses. Agora, o número passa de 1 mil, o equivalente a cerca de 10% da população.
A tropa aumentada está ajudando na fiscalização e no monitoramento da área. Além de monitorar os 15 quilômetros entre as cidades fronteiriças, é preciso inibir o uso das "cabriteiras", passagens transnacionais clandestinas por onde passam refugiados sem documentos. Um dos pontos mais utilizados é a
Balsa do Passarão, por meio do qual é possível fazer a ligação direta com o Anel Viário de Boa Vista. De acordo com um agente da Polícia Federal da região, "a preocupação no momento é com a bastante possível infiltração de traficantes de drogas e de armas entre os imigrantes".
Um plano de emergência previa a reforma de um galpão estadual, usado como depósito de veículos e a montagem de até 70 barracas no entorno. O prédio serviria de centro comunitário, com ambulatório, refeitório e dispensário. A recuperação e a instalação do conjunto, feitas pelo Exército, durariam 45 dias e custariam ao governo federal R$ 800 mil. O dinheiro deveria ser liberado entre os dias 5 e 10 de junho.
OESP, 15/08/2017, Internacional, p. A10
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