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Brancocel realizará audiência pública

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
12 de Jul de 2003

Cláudio Shmidt: audiência pública é para colher sugestões

Atendendo à solicitação da Fundação Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia (Famact), a Brancocel - empresa que instalará indústria de celulose em Roraima - realizará uma audiência pública prevista para o dia 23 deste mês, no auditório do Palácio da Cultura. É mais uma etapa para efetivação da fábrica no Estado.

O diretor de Controladoria e Logística da Brancocel, Cláudio Shmidt, disse, por telefone, que todo empreendimento que possa causar impacto ambiental deve ter uma licença para atuar, ou seja, fazer um estudo sobre o assunto, apresentar ao órgão responsável, e, depois, à sociedade organizada.

Após a Famact analisar o EIA/Rima, e fazer algumas recomendações, o documento - que fora elaborado por profissionais locais - ficará à disposição de consulta pública. "Por isso que iremos fazer a audiência pública, para acolhermos sugestões sobre o projeto", afirmou Shmidt, acrescentando que essa é a penúltima etapa para o licenciamento da empresa.

Conforme ele, foram apresentadas três opções para a instalação da fábrica das fazendas Primavera e Alvorada e outra no município de Cantá. No entanto, a aprovação do local dependerá do resultado da audiência pública.

Após a audiência, a Brancocel receberá uma licença, expedida pela Famact, para começar a construção da fábrica. Nesse período iniciam-se as fiscalizações pelos órgãos competentes, para saber se estão de acordo com os estudos apresentados no diagnóstico. A previsão é que até agosto a licença seja emitida.

Logo depois a fábrica receberá mais uma licença, com vigência de um ano, para início das operações. Nessa etapa, ela também passará por fiscalizações ao longo do período de duração do documento.

No cronograma da Brancocel, está prevista a contratação de uma empresa que irá fornecer os equipamentos necessários para o funcionamento da fábrica. Em todo o mundo, apenas duas empresas fornecem estes equipamentos.

A construção civil, além da geração de emprego e renda para o Estado, poderá ser feita por uma empresa local e está prevista a contratação de pessoal para o início de junho do ano que vem. Segundo Shmidt, essa etapa demorará de 18 a 24 meses. Logo depois, a fábrica fica funcionando durante um mês em fase de teste e em seguida passa a trabalhar regularmente.

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