Blog do Altino Machado
03 de Jun de 2008
Diante da pretensa grandeza da Survival e da imprensa nacional e internacional, este blog me faz sentir na web feito aqueles índios isolados lançando flechas contra o avião do sertanista.
Desde o assassinato do seringueiro Chico Mendes, há 20 anos, uma notícia do Acre não gerava tamanha repercussão na mídia internacional.
Porém, desta vez as fotos e as histórias dos "índios invisíveis" e do sertanista José Carlos dos Reis Meirelles Júnior ecoaram mais distante por causa da internet. E eu estava em cima do lance nas duas histórias.
Em dezembro de 1988 e em maio de 2008, por falta de percepção do que é relevante na Amazônia, a imprensa brasileira preferiu se pautar pela imprensa estrangeira. Agora é tarde, Inês é morta. Furei a fuselagem do "gavião gigante" com uma flechada.
Valeu a pena porque ninguém, desde 1989 do século passado, escreveu mais sobre os índios isolados ou "invisíveis" do Acre que eu, sempre para reforçar a luta de meu amigo José Carlos dos Reis Meirelles Júnior em protegê-los da ambição da sociedade envolvente.
Como todo mundo agora está interessado nos parentes, Meirelles e eu já acertamos hoje cedo os termos de nossa próxima empreitada - a empresa Brabo-Tur. Preparem-se porque vem mais flechadas por aí.
A charge acima, enviada por Meirelles, foi publicada no jornal peruano El Comercio.
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