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Bororos e Manoki reivindicam construção e reformas de escolas indígenas

24 Horas news-Cuiabá-MT
19 de Nov de 2004

O secretário adjunto de Políticas Educacionais da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Antonio Carlos Maximo, recebeu na manhã desta sexta-feira (19.11) a visita de professores indígenas, juntamente com a funcionária da Fundação Nacional do Indío (Funai) de Rondonópolis, Ana Maria de Araújo, representantes da Operação Amazônia Nativa (OPAN). Também participou da reunião, o técnico da equipe de Educação Indígena da Seduc, Sebastião Ferreira de Souza.

Os professores, da Escola Municipal Indígena Cadete Adugo Kuiare, de Santo Antônio de Leverger (35 quilômetros de Cuiabá), reivindicam a ampliação da escola, com a criação do Ensino Médio em 2006, uma vez que ela atende crianças da pré-escola e do Ensino Fundamental. São 147 alunos Bororo entre a 1ª e 8ª série, divididos em duas salas de aula, que recebem aulas de 9 professores indígenas.

Já a Escola Municipal Indígena Piebaga, também do município de Santo Antônio, encontra-se em estado precário, funcionando em um barracão, com bancos rústicos e sem cozinha. Atualmente a unidade atende 40 alunos Bororo, da 1ª a 4ª série, com dois professores.

Os alunos que cursam da 5ª a 8ª série se deslocam para outra escola, no assentamento da Fazenda Carimã (38 quilômetros da aldeia Bororo), pertencente ao município de Rondonópolis.

Em maio deste ano, a direção da escola deu entrada na Seduc, no processo de estadualização da unidade. Os professores também reivindicam a construção de uma nova escola.

A realidade das Escolas Indígenas da Aldeia Paredão e Cravari, do povo Manoki, da região de Brasnorte (580 Km da capital), não é diferente da situação das outras escolas. As unidades atendem alunos de seis aldeias do povo Manoki. Cada escola conta com 30 alunos, da 1ª a 4ª série, e três professores.

De acordo com a professora Maria Ilda Tipjusi, as escolas são reconhecidas como rurais e não como indígenas, com isso, não estão tendo manutenção, materiais, acompanhamento pedagógico e Merenda Escolar. "Estamos solicitando o processo de estadualização dessas escolas. Esperamos que dessa forma, a situação melhore" disse ela.

Conforme o professor Máximo, já está agendada uma visita nessas escolas para verificar "in loco", a situação dessas unidades escolares para estudar a possibilidade de atendê-las.

NÚMEROS - Desde o início da gestão Blairo Maggi, foram construídas em dois anos de governo, 18 escolas indígenas no Estado, sendo que a previsão para 2005 é construir mais dez. Em Mato Grosso existem 170 escolas indígenas e 489 professores, entre municipais e estaduais.

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