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Bom dia,

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
29 de Jan de 2003

Quem tem razão? O presidente Titonho Beserra (PT), que culpa os políticos locais pela demora na solução da questão indígena/fundiária, ou o senador Mozarildo Cavalcanti (PPS), que atribui ao partido de Titonho parcela da culpa pelo arrastar destes problemas?
Quem está errado? O reitor Fernando Menezes da Silva, que acusa os parlamentares federais roraimenses de não darem a devida atenção à Universidade Federal de Roraima, ou os deputados e senadores que reclamam do isolamento da UFRR por culpa de seus dirigentes que não têm sido capazes de mostrar a importância daquela instituição à comunidade roraimense, especialmente à classe política?
Para tais indagações não há respostas fáceis. Neste tiroteio verbal todos têm alguma razão, mas são igualmente responsáveis pela falta de um trabalho conjunto para fazer valer frente ao Governo Federal a necessidade de um tratamento mais adequado a Roraima e a seu povo. No fundo os dirigentes públicos, os parlamentares, os representantes da iniciativa privada e os que dirigem organizações de trabalhadores no Estado estão desde muito olhando apenas para o próprio umbigo, e tal conduta leva a ações isoladas que resultam muito pouco em benefício de Roraima.
A troca de acusações entre os principais personagens - da sociedade civil ou do Estado - que dirigem Roraima pode ser substituída pelo trabalho conjunto na busca de conquistas comuns. Para tanto, a sociedade roraimense terá de definir um projeto estratégico de desenvolvimento, discutido e aprovado por todos. É uma grande tarefa, cujo coordenador terá que ser o governador Flamarion Portela.

BARRADOS
Os produtos brasileiros feitos com cupuaçu estão sendo barrados nos mercados da Europa, dos Estados Unidos e do Japão. Eles são considerados pirateados depois que uma empresa Japonesa (Asahy Foods) registrou a palavra "cupuaçu" como marca sua. É mole?

PRIORIDADE
Em visita ontem ao Senado Federal, o senador roraimense Augusto Botelho (PDT) disse que apesar de praticar medicina há mais de 30 anos em Roraima, a prioridade de seu mandato será a luta pela regularização fundiária, rural e urbana no Estado. Ele disse que poucos produtores rurais conseguiram obter o título definitivo de propriedade junto ao Incra e que a quase totalidade do território de Roraima pertence à União.

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