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BNDES libera R$ 325 milhões para a duplicação de Tucuruí

O Liberal-Belém-PA
28 de Nov de 2001

O projeto de duplicação de potência da central hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, teve aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um empréstimo-ponte de R$ 325 milhões. O financiamento, concedido em caráter emergencial, foi aprovado em prazo recorde: dois meses depois do recebimento do pedido. A verba vai assegurar a continuidade das obras na usina até abril, prazo previsto para concessão do empréstimo total de R$ 850 milhões.

A obra de ampliação de capacidade, iniciada há mais de três anos e que elevará a produção em 4 mil megawatts, está garantida. Mas o projeto de construção das linhas de transmissão dessa eletricidade para as regiões Nordeste e Sudeste, áreas mais atingidas pela crise energética, ainda não chegou ao banco. Está em estudos na Eletrobrás.

A Eletronorte, que administra a hidrelétrica, localizada no rio Tocantins, pretende colocar em funcionamento a primeira unidade geradora adicional em dezembro de 2002, a segunda em março de 2003 e a terceira em agosto de 2003. A última deverá estar operando em abril de 2006.

O diretor de Infra-Estrutura do BNDES, Octávio Castello Branco, explicou que as obras das linhas de transmissão deverão custar R$ 800 milhões. "A idéia é de que a linha esteja pronta antes da duplicação de Tucuruí", explicou o diretor.

Tucuruí, que está operando desde 1984, tem doze unidades geradoras, totalizando uma potência de 4 mil megawatts. Com o atual projeto de ampliação, haverá mais onze unidades geradoras, cada uma com 375 megawatts, adicionando mais 4.125 megawatts e elevando a capacidade total da usina para 8.125 megawatts. A energia líquida gerada, ou seja, o que efetivamente chega ao consumo, é bem menos do que isso. Atualmente, menos de 2 mil MW abastecem o sistema.

O orçamento para as obras de ampliação prevê investimentos totais de R$ 2,63 bilhões. A Eletrobrás aplicou, em recursos próprios e da Eletronorte, R$ 978 milhões, correspondendo a 37% do investimento total, e solicitou ao BNDES financiamento no valor de R$ 850 milhões (32% do investimento), dos quais R$ 325 milhões correspondem ao empréstimo-ponte e R$ 525 milhões adicionais ao financiamento de longo prazo. O restante - R$ 802 milhões - virá de captação no mercado interno por meio de operação de emissão de debêntures da Eletrobrás. Esta estrutura de financiamento foi também aprovada na GCE.

Todos os recursos próprios da Eletrobrás e da Eletronorte já foram aportados até outubro. Por isso, a Eletronorte solicitou ao BNDES o empréstimo-ponte, que será suficiente para cobrir as necessidades de investimentos até abril, enquanto se prepara a operação de lançamento das debêntures.

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