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Bispo cobra ação do governo contra desmate

OESP, Vida, p. A21
04 de Abr de 2008

Bispo cobra ação do governo contra desmate
Na assembléia da CNBB, d. Moacyr Grechi critica falta de repasses

José Maria Mayrink

"Se o bispo vê dezenas de carretas transportando madeira roubada na Amazônia, por que a polícia e o Ibama não vêem?", perguntou d. Moacyr Grechi, arcebispo de Porto Velho (RO), ao cobrar mais ação do governo na repressão à devastação da Amazônia, onde vive há 37 anos. Antes de ser transferido para Rondônia, ele foi bispo no Acre.

Para d. Moacyr, todos têm uma parcela de culpa pela derrubada, problema que poderia ser resolvido se agentes da Polícia Federal e fiscais do Ibama tivessem mais recursos para enfrentar a ilegalidade. "Não vou generalizar, mas posso afirmar que tanto o Judiciário quanto o Legislativo são culpados pela devastação, porque muitos de seus membros são proprietários de terra", acusou o arcebispo.

Ele elogiou a atuação da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, mas criticou a demora na legalização de áreas desapropriadas pelo Executivo.

O bispo da Prelazia do Xingu (PA), d. Erwin Kräutler, denunciou ameaças de morte que ele, padres e agentes leigos de pastoral vêm sofrendo na região, por defenderam índios e agricultores contra madeireiros que exploram ilegalmente a Amazônia.

EMBARGO

O Ibama colocou em seu site a lista das áreas embargadas no País por abrigarem atividades ilegais contra o ambiente, como desmatamento sem autorização na Amazônia. É possível consultar nome e CPF ou CNPJ dos responsáveis pela propriedade. A área afetada, contudo, ainda não está disponível em todos os casos.

A visualização de um mapa geral da Amazônia permite observar a concentração de ações ilegais ao redor de Porto Velho, além de sudoeste e centro do Pará.
Colaborou Cristina Amorim

OESP, 04/04/2008, Vida, p. A21

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