GM, Agribusiness, p. B12
09 de Jun de 2004
Biofábrica produzirá insetos para o combate de pragas no Nordeste
O governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, anunciou a instalação de uma biofábrica para produção em grande escala de insetos estéreis para o combate de pragas da agricultura. A biofábrica será instalada no Distrito Industrial de Juazeiro, no Vale do São Francisco, Alto Sertão pernambucano, dentro do pólo de fruticultura na divisa com a Bahia. Vasconcelos disse que a iniciativa irá gerar 500 empregos diretos e indiretos, numa parceria com o Governo Federal, e investimentos de R$13 milhões até o início da produção em 2005.
O projeto recebeu aprovação durante reunião do governador do estado com o secretário de Produção Rural e Reforma Agrária, Gabriel Maciel, o presidente da Valexport, José Gualberto, o delegado regional do Ministério da Agricultura, Marcelo Didier, além de técnicos. O objetivo prioritário é beneficiar as culturas de manga, mamão, uva, goiaba e acerola.
A Biofábrica irá produzir moscas do mediterrâneo (moscamed), que por sua vez eliminam uma grande variedade de pragas que dizimam frutas tropicais, subtropicais e temperadas. "Esse processo é fundamental para ampliarmos a nossa capacidade produtiva e melhorarmos a qualidade de nossas frutas nos mercados regional, nacional e internacional. Já temos um bom nível de aprovação. Seremos mais competitivos", disse Gabriel Maciel.
O processo irá reduzir a densidade populacional dos insetos, podendo levar à erradicação. No caso do controle biológico, as vespas serão liberadas para combater pragas. "No Vale do São Francisco aproximadamente 20 mil hectares de área plantada com mangas e 8 mil hectares de uvas. Em 2003, a região exportou 120 mil toneladas de manga e 30 mil toneladas de uva, com receita de US$ 200 milhões", informou Jair Virgínio, gerente-geral da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro).
A capacidade inicial de produção será de 200 milhões de machos estéreis da moscamed, 15 milhões da lagarta da macieira e 5 milhões de vespas por semana. A fábrica já negocia a exportação de 200 milhões de insetos para a Espanha. "Essa tecnologia será fundamental para incentivar as exportações. Permitirá ainda diminuir o uso de agrotóxicos, uma exigência do mercado internacional. Também é democrática. Quando os insetos forem soltos, beneficiarão plantações dos pequenos, médios e grandes produtores", afirmou José Gualberto.
GM, 09-10/06/2004, Agribusiness, p. B12
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