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Billings, 80 anos. Agressões, esgotos e futuro incerto

JT, Cidade, p. A5
27 de mar de 2005

Billings, 80 anos. Agressões, esgotos e futuro incerto

A represa, criada em 1925, no ABCD, corre o risco de perder metade de sua capacidade de armazenamento nos próximos 50 anos. Isso só será evitado, alertam técnicos, se medidas drásticas impedirem o despejo de esgoto e os danos causados pela construção do Rodoanel, entre outros problemas
Ana Paula Teixeira e Joaquim Alessi
Do ABC Repórter
A Represa Billings, no ABCD, completa hoje 80 anos e tem uma previsão sombria de futuro: relatório do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) alerta que, se medidas drásticas não forem adotadas, em 50 anos a represa perderá 50% da capacidade de armazenamento de água.
Com todos os problemas de despejo de esgoto causados pela ocupação irregular em torno da Billings, ainda há outros desafios a serem vencidos - como a utilização de técnicas que respeitem o meio ambiente na construção do Rodoanel e o despejo das águas do rio Pinheiros, que fazem parte do processo de flotação.
"O Rodoanel pode causar um impacto físico muito forte nas áreas de mananciais e também não sabemos como será a ocupação estimulada pela obra", diz Carlos Bocuhy, presidente do Proam.
A Billings, criada por decreto do presidente Arthur Bernardes em 27 de março de 1925, tem 900 quilômetros de margens e 127 quilômetros quadrados de espelho d'água, sendo que 52% da represa ficam em São Bernardo.
No dia 4, o prefeito de São Bernardo, William Dib PSB, assinou acordo com o governo japonês, por meio da Agência de Cooperação Internacional JICA, que prevê a formulação de um plano diretor e estudo de viabilidade, visando à recuperação da Represa Billings.
Mas esse processo, segundo alguns próprios técnicos da Prefeitura, é muito lento.
A previsão para a elaboração do plano diretor e o estudo de viabilidade é de 18 meses a partir da assinatura do contrato.
O custo inicial a ser investido está estimado em US$ 1,5 milhão com contrapartida de igual valor pela prefeitura.
"Acredito que, depois das obras concluídas, teremos uma represa com água de qualidade, peixe e turismo. É possível realizar desenvolvimento sem degradar o meio ambiente", disse o prefeito Dib.

JT, 27/03/2005, Cidade, p. A5

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