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Belo Monte: um crescimento desordenado

OESP, Economia, p. B16-B17
20 de Nov de 2011

Belo Monte: um crescimento desordenado
Em Altamira, obras da usina trazem salários maiores e mais empregos, mas também caos e violência

Renée Pereira / Textos
Sergio Castro / Fotos
Altamira, Pará

Cercada pela histórica Rodovia Transamazônica e pelo emblemático Rio Xingu, Altamira virou a capital de Belo Monte. Desde que a bilionária e polêmica hidrelétrica começou a ser erguida na região, o município vive sob intensa agitação. Os hotéis estão sempre cheios. As ruas estreitas da cidade foram invadidas por caminhonetes importadas que disputam espaço com motos apressadas, bicicletas carregadas e "paus de arara" lotados, que quase nunca obedecem as regras de trânsito.
Nas calçadas, lojas com fachadas coloridas e vibrantes tentam conquistar o consumidor no grito. Ganha quem tem o alto-falante mais potente para anunciar a nova tendência da Avenida Djalma Dutra, o centro nervoso da cidade: qualquer peça por R$ 9,99. De vez em quando, eles alternam as promoções com sucessos locais de bandas de forró ou de funk. A barulheira é geral, seja no asfalto ou nas calçadas, muitas vezes transformadas em estacionamento de veículos. Ao pedestre, resta se arriscar na rua ao lado dos carros e motocicletas.
As travessas da Djalma Dutra também andam movimentadas. Antigas residências foram reformadas e viraram escritórios, restaurantes, hotéis e imobiliárias. Por lá, circulam executivos, engenheiros e prestadores de serviço do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) e da Norte Energia, empresa que detém a concessão da hidrelétrica - a terceira maior do mundo depois de Três Gargantas, na China, e Itaipu, entre Brasil e Paraguai.
O tamanho do empreendimento, de R$ 26 bilhões, virou chamariz de forasteiros de várias partes do Brasil e do mundo. A mistura de sotaques e idiomas já pode ser traduzida em números. Até agosto, cerca de 500 empresas, de pequeno e médio portes, haviam desembarcado na região, especialmente em Altamira, diz o presidente do Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu (Fort Xingu), Vilmar Soares.
São empresas de alimentos, lojas de departamento e prestadoras de serviço. Uma delas é a Vest10, loja de roupas com preço único de R$ 10, montada pelo goiano Maicon. Ele chegou à cidade em fevereiro e em maio já estava com o estabelecimento funcionando na avenida principal da cidade. Por enquanto, o negócio é um sucesso. "Aqui, roupa nova não dura um dia na prateleira. Chegou, vendeu."
A poucos metros dali, outra novidade caiu nas graças dos altamirenses: uma chocolateria e um coffee shop. Inaugurado em abril, o estabelecimento vive cheio o dia todo. Virou ponto de encontro de moradores e trabalhadores da usina. Na mesma época, foi aberta uma concessionária de carros coreanos, que serão testados pela precária infraestrutura local, brincam os moradores.
No setor de supermercados, três grandes redes regionais estudam áreas para fincar suas bandeiras na cidade - que ainda não tem nenhum grande estabelecimento. Um deles é o Y.Yamada, o mais tradicional do Estado do Pará. Também devem desembarcar na cidade um supermercado de Santarém e outro de Marabá. Todos esses investidores estão de olho no aumento da renda dos 100 mil moradores da cidade e daqueles que ainda virão com a obra.
Eles estão no caminho certo. Em quatro meses de construção, a usina já foi responsável pela escalada de 75% do salário médio da cidade, que subiu de R$ 800 para R$ 1.400. "Todo mundo quer trabalhar na obra ou prestar serviço para as empresas ligadas a Belo Monte. Ninguém quer trabalhar no comércio", diz Soares, do Fort Xingu. Na área de contabilidade, completa ele, o salário saltou de R$ 1.100 para R$ 3.200.
Mas toda essa movimentação é apenas o começo. O projeto de Belo Monte será concluído em 2016 e, no pico da obra, vai empregar 20 mil pessoas. Até lá, a população da cidade deve ganhar alguns milhares de moradores, que vão impulsionar a economia, a exemplo do que ocorreu décadas atrás com a Transamazônica. A expectativa é que 30% dos trabalhadores que vierem de outras cidades continuem na região.
Transtornos. Por enquanto, o desenvolvimento em Altamira veio acompanhado de uma série de transtornos, que a administração local ainda não conseguiu contornar. O primeiro deles é o trânsito caótico. As ruas de Altamira não estavam preparadas para o repentino aumento da frota local. Desde o ano passado, o número de carros saltou 80%, para 29 mil veículos. Junte-se a isso 18 mil motos e 15 mil bicicletas, numa cidade sem sinalização: está formado o caos. Os primeiros semáforos começaram a ser instalados recentemente, mas vão cobrir apenas 15 pontos da cidade - 11 deles aprovados.
Por enquanto, não há faixas de pedestres nem placas indicando o sentido das ruas. A sinalização horizontal foi suspensa porque o Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) comprou uma tinta que não era apropriada para a cidade. Três dias depois da pintura, toda sinalização já havia sumido do asfalto. O assunto foi parar no Ministério Público do Estado, que quer saber por que optaram pela tinta errada.
Para piorar, os motoristas não são multados pelas contravenções no trânsito. "Nossa política é conversar primeiro. Fazemos um trabalho de educação", diz o diretor do Demutran, José Santos de Moraes. Por enquanto, a filosofia não surtiu efeito positivo. Pelo contrário. Cada um dirige do jeito que quer e estaciona onde quer. Nas delegacias, as estatísticas também preocupam. O índice de violência, que já era um ponto negativo para a cidade, aumentou 28%, especialmente por causa de furtos e roubos. Maicon, da Vest10, faz parte desses números. Todos os dias, quando o sol começa a se pôr, ele corre para baixar as portas da loja. Por duas vezes, o estabelecimento foi assaltado.
Apesar das vendas em alta, ele conta que o custo da cidade tem subido bastante. Pelo aluguel do imóvel da loja, ele paga cerca de R$ 5 mil. Esse é outro reflexo das obras de Belo Monte. Houve uma explosão dos preços de aluguel de imóveis, que subiram 400% do ano passado pra cá, conta o empresário Waldir Antonio Narzetti. Segundo ele, em algumas áreas o preço do metro quadrado chega a R$ 800. "Mas, aos poucos, as coisas vão se acertando", acredita.
O desafio, diz ele, é captar os benefícios para a população que continuará na região quando a obra acabar. "Se aprendermos com os erros dos outros, podemos errar menos", diz Soares, do Fort Xingu, referindo-se à situação de locais que receberam grandes empreendimentos e hoje vivem na miséria.

Prós e contras de uma obra polêmica

INVESTIMENTOS
Norte Energia ganha status de gestão pública

Os 11 municípios da área de influência da Hidrelétrica de Belo Monte vão receber R$ 3,7 bilhões de investimentos da Norte Energia, empresa que detém a concessão da usina. O dinheiro será aplicado em projetos de saneamento, moradia, escolas, hospitais e postos de saúde nas cidades de Placas, Uruara, Medicilândia, Brasil Novo, Altamira, Gurupa, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Vitória do Xingu, Anapu e Pacajá.
Em Altamira, serão investidos R$ 900 milhões, 24% do volume total de recursos. Parte do dinheiro será aplicado na construção de casas para abrigar as famílias que moram em palafitas, como os gêmeos Marcos e Maicon, de 7 anos, do Igarapé Altamira. Ali, vivem cerca de 16 mil pessoas, que terão a opção de se mudar para a nova vila construída pela Norte Energia, receber o dinheiro ou uma carta de crédito. As moradias atuais são precárias, feitas de madeira, ao lado do esgoto a céu aberto. É ali que os gêmeos passam as tardes empinando pipa com os colegas, depois de voltarem da escola.
O lixo e o mau cheiro já não incomodam mais os pequenos, que conhecem bem o futuro do local: "Vamos ter de mudar porque aqui será alagado pela usina", explica Marcos.
De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Altamira, apenas 11,2% da população era atendida com abastecimento de água em 2008. Esgotamento sanitário praticamente não existia na cidade. A universalização dos serviços será uma obrigação da Norte Energia, que já ganhou até status de administradora pública. "Agora qualquer coisa que a cidade precise, mandam procurar a Norte Energia. Até parece que a prefeitura não tem orçamento próprio", afirma o empresário Waldir Antonio Narzetti.
A gestão pública é uma das grandes preocupações da região, que terá aumento de arrecadação com a construção da usina e dos novos investimentos. Em Vitória do Xingu, por exemplo, só com a arrecadação de ISS de um ano seria possível asfaltar toda a cidade, de 13 mil habitantes. Recentemente, o prefeito do município foi preso por suspeita de lavagem de dinheiro.

NOVO PROJETO POLÊMICO
'Belo Monte tem de ser melhor que Transamazônica'

Para os antigos moradores de Altamira e região, a construção da Hidrelétrica de Belo Monte é a repetição de um outro projeto gigante e polêmico: a Rodovia Transamazônica, projetada durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici, em plena ditadura militar. A obra atraiu milhares de trabalhadores, que fincaram raízes na região, formaram família e hoje torcem para que a história de Belo Monte seja melhor que a da Transamazônica: até hoje a rodovia é de terra.
"Lembro certinho o dia que desceram aqui para abrir a rodovia. Era início da noite, por volta de sete horas", conta José Amâncio de Almeida Lobato, de 64 anos. Funcionário da prefeitura de Vitória do Xingu (cujo prefeito foi preso e muitos vereadores podem ser cassados por corrupção), ele chegou na cidade há quase 50 anos, depois de deixar a casa dos pais em Abaetetuba, próximo de Belém. "Precisava trabalhar, ganhar dinheiro. Aqui encontrei emprego e formei minha família", diz Lobato, que tem nove filhos.
Conhecido como Tio Patinhas, uma alusão ao personagem "pão duro" da Walt Disney, ele não fez fortuna na região, mas tem suas "posses". "Todos os meus filhos são bem de vida e eu tenho uma boa casa na cidade. Não me falta nada." A única reclamação é a falta de água tratada e esgoto, que ele espera ser resolvido pelas compensações obrigatórias da Norte Energia.
Os benefícios também fazem parte das esperanças de José Francisco Luz, de 57 anos. Durante a visita da reportagem do Estado ao centro de treinamento do Consórcio Construtor Belo Monte, em Altamira, ele fazia sua inscrição para o curso de mecânico de máquinas pesadas, que deve ser iniciado em janeiro. Nascido em Almerim, cidade do Pará localizada no Baixo Amazonas, Francisco sente o cheiro de grandes empreendimentos e vai onde eles estão. Foi atrás de uma grande obra que ele chegou em Altamira, na década de 70. Foi direto para o canteiro de obras da Transamazônica. Ali ficou até 1979, quando arrumou as malas e foi trabalhar no então grandioso Projeto Jari, um empreendimento às margens do Rio Jari para a produção de celulose. Foi nessa época que aprendeu os ofícios de mecânico. Anos mais tarde foi para o garimpo e, em 1993, voltou para Altamira, onde comprou terras e virou agricultor.
Nos últimos anos, viveu sossegado na propriedade de 100 hectares - um quarto do terreno será afetado pela usina. Aproveitou também para terminar os estudos e se formar. Mas bastaram as obras de Belo Monte começarem a sair do papel para ele se alvoroçar: "Preciso me reciclar. Faz tempo que não trabalho como mecânico".

GRANDE NEGÓCIO
Moradores transformam as próprias casas em hotéis

A chegada de trabalhadores, investidores e empresários em Altamira pegou a rede hoteleira no contrapé. A demanda por leitos explodiu, mas a cidade não tinha estabelecimentos preparados para acomodar o batalhão de pessoas que chegou para trabalhar com a obra. A escassez virou negócio. Além de novos hotéis, os moradores decidiram improvisar e ganhar um trocado. Aqueles que tinham casas espaçosas não pensaram duas vezes: alugaram suas residências para as empresas e foram morar numa casa menor, alugada. Quem tinha alternativa foi viver em chácaras ou sítios.
O comerciante Francisco Rodrigues, de 59 anos, tinha planos de construir salas comerciais no segundo andar de seu estabelecimento, mas acabou se moldando às necessidades da Norte Energia, empresa que detém a concessão da hidrelétrica. Transformou a área em 21 quartos, onde moram cerca de 120 funcionários da companhia. Cada diária sai por R$ 150 - receita garantida em contrato para os próximos dois anos.
Entusiasmado, o comerciante iniciou a construção de uma segunda pousada com 37 apartamentos, prevista para ser concluída em abril de 2012. "Já pediram para alugar a casa onde moro. Nem ouvi a proposta para não cair em tentação", diz ele, um acreano que chegou a Altamira em 1959.

OPOSIÇÃO
Famosos se unem contra a construção da usina

A Hidrelétrica de Belo Monte desperta paixões em estrelas do entretenimento. Primeiro foi o cineasta James Cameron, diretor de Avatar e Titanic, e a atriz Sigourney Weaver, que protestaram contra a obra ainda na fase inicial, em 2010. Agora, 19 artistas da televisão brasileira participaram de um vídeo, promovido pelo recentemente criado Movimento Gota D'Água, para questionar a construção da usina e pedir sua suspensão.
A veterana atriz Maitê Proença, por exemplo, tirou literalmente o sutiã em ato de protesto no vídeo idealizado pelo ator e seu ex-namorado Sergio Marone. Entre os participantes do vídeo estão nomes de peso como Ary Fontoura, Juliana Paes, Letícia Sabatella, Marcos Palmeira e Murilo Benício, entre outros profissionais muito conhecidos do grande público. Em tom de jogral, eles enfatizam no filme as razões para se suspeitar da obra e de sua necessidade para o País, ao contrário do que prega o governo.
Marone começou a desenvolver o projeto há dois meses em parceria com a jornalista Maria Paula Fernandes e o cineasta Marcos Prado, que dirigiu o elenco estrelado. Postado no YouTube, o movimento Gota D' Água convida os que se sensibilizarem a assinar uma petição que será encaminhada ao governo pedindo a suspensão da Usina de Belo Monte. Em três dias de veiculação, já somaram quase 700 mil adesões.
Marone informa que o vídeo foi inspirado na iniciativa "Vote + 5", encabeçado pelo ator americano Leonardo Di Capprio e com direção de Spielberg, que tinha a finalidade de estimular os americanos a votarem nas eleições. Os índices de abstenção entre os americanos têm sido alto. Animado com a repercussão alcançada, Marone enviou uma cópia legendada da ação brasileira contra Belo Monte por intermédio da ONG Amazonwatch.

Em 5 meses, operários retiram 1,5 milhão de metros cúbicos de terra

As obras da Hidrelétrica de Belo Monte foram iniciadas no dia 23 de junho deste ano. De lá pra cá, 1,5 milhão de metros cúbicos de terra e rocha já foram retirados. Os quatro locais do empreendimento - sítio Belo Monte, Pimental, canais de derivação e diques - já estão com algum tipo de intervenção.
Um dos mais avançados é Belo Monte, onde será construída a casa de força principal, de 11 mil megawatts (MW). As obras estão a pleno vapor nos quatro quilômetros da construção. Os trabalhadores se revezam em dois turnos: um da 7 às 17 horas e outro das 17h30 às 2h30 da madrugada. O terreno terá de ser rebaixado em 70 metros.

Mulheres fazem serviço pesado

Na boleia de um Mercedes Actrus, de 48 toneladas, Thais Teixeira do Nascimento deixa muito marmanjo de boca aberta com sua habilidade. Sobe e desce ladeiras com um caminhão lotado de terra e rocha sem titubear ou demonstrar qualquer insegurança natural dos 23 anos de idade. Por dia, são 17 quilômetros percorridos, 52 viagens e 1.144 toneladas carregadas.
Desde que conseguiu desbancar 20 homens no teste de direção para conseguir uma vaga no canteiro de obras da Hidrelétrica de Belo Monte, essa tem sido a rotina diária de Thais, que antes trabalhava numa locadora de veículos em Altamira. "Quando saiu o resultado do teste, ouvi muitos homens cochicharem: não acredito que essa menina passou e eu não", comemora ela. Histórias como a de Thais se tornaram comum nas obras da terceira maior hidrelétrica do mundo, em construção no Rio Xingu. Cerca de 18% dos trabalhadores contratados pelo Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) são mulheres. "Se formos nos restringir apenas à força masculina, teremos problemas para conseguir toda a mão de obra", afirma o diretor de Construção da usina, Marco Túlio Pinto.
Segundo ele, as obras já contam com 4.900 funcionários, sendo 3.800 contratados pelo consórcio e 1.100 de empresas subcontratadas. Até o fim do ano, outros mil trabalhadores devem ser incorporados à equipe. No pico da obra, serão 20 mil trabalhadores.
O diretor afirma que a prioridade será dada aos moradores da região, que hoje representam 65% dos funcionários contratados. "Mas não tem jeito: teremos de trazer profissionais de outras regiões." A empresa está construindo um alojamento para 8 mil trabalhadores. Todos os quartos terão banheiro e internet sem fio. Em cada unidade ficarão quatro pessoas.
Como no resto do País, a escassez de mão de obra qualificada é um grande problema no Pará. A solução foi montar uma escola para capacitar os futuros funcionários de Belo Monte. Desde a inauguração, cerca de 2 mil pessoas já foram treinadas e 300 delas já estão no canteiro de obras.
A escola conta com simuladores para formar estudantes interessados em operar máquinas pesadas, como escavadeiras, motoniveladoras e tratores. Mas há cursos para profissionais comuns, como pedreiro, carpinteiro, armador, eletricista e instalador hidráulico - que representam grandes carências na região. Há mulheres em todos esses cursos.
Elenilda Souza da Silva, de 35 anos, optou pela motoniveladora. Era a única mulher numa turma de quase dez homens. "Há muito respeito entre a gente", diz ela referindo-se ao assédio do homens. Thais também confirma a relação de respeito, mas preferiu não arriscar: "Coloquei uma aliança no dedo para acharem que sou casada", brinca ela. Seu próximo objetivo é deixar o Actrus com os novatos que estão chegando na obra e operar uma máquina pesada. Oportunidade não faltará.
No total, Belo Monte vai exigir uma frota de 1.500 máquinas, caminhões e tratores. Cerca de 800 unidades já chegaram no canteiro de obras. Outras 700 ainda estão a caminho. A maioria sai de São Paulo e vai até Belém por rodovias. Da capital paraense, as máquinas são colocadas em barcaças e seguem pelo rio até Vitória do Xingu. Só no segundo trecho, são mais de 80 horas de viagem por causa da seca do rio nessa época do ano.
Dali seguem por estrada até a obra. Para chegar no sítio Belo Monte, por exemplo, as máquinas têm de passar pela Transamazônica, que depois de 30 anos começa a ser asfaltada. A obra é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A esperança dos moradores é que a pavimentação seja realizada em todo o trecho paraense e não apenas nos quilômetros que atendem a usina.

OESP, 20/11/2011, Economia, p. B16-B17

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