Página 20-Rio Branco-AC
Autor: Juracy Xangai
06 de Ago de 2003
Mâncio Lima discute com produtores soluções para negociar dívidas
Dívidas que variam entre R$ 60 e R$ 400 estão impedindo que mais de mil famílias que pegaram financiamentos do Programa de Assistência à Produção Familiar (Pronaf) de 1999 para cá possam receber novos créditos.
Por isso, representantes do setor agroextrativista do Acre reuniram-se ontem com o presidente do Basa, Mâncio Lima Cordeiro, para estudar a possibilidade de encontrar solução para esse impasse. Eles querem também a liberação de mais dinheiro em condições especiais para atender os trabalhadores que sobrevivem em sistemas agroflorestais.
O secretário da Seater, Francisco Cartaxo, esclarece. "O Basa é hoje o maior repassador de recursos para o setor produtivo acreano atendendo, especialmente, a micro e pequena produção acreana. Isto, sobretudo, na área familiar e agroflorestal. Por isso, atendendo às reivindicações do setor produtivo, estamos negociando uma solução para a dívida daquela categoria."
De acordo com ele, os levantamentos apontam que a causa do não pagamento das dívidas não recai sobre os produtores que plantaram e cuidaram de suas lavouras ou animais, outros da extração de borracha e castanha, mas que não obtiveram o lucro esperado devido à falta de assistência técnica. O segundo problema principal está nas modalidades de liberação de crédito que ainda não atendem as peculiaridades regionais.
Recursos - Desde que assumiu a presidência do Basa, neste ano, Mâncio Lima vem incentivando a criação de normas de concessão de créditos às várias situações diferenciadas do setor produtivo amazônico. "Vamos utilizar recurso do FNO para ajudar a financiar a assistência técnica que terá ainda a contrapartida do governo do Estado e de parte do financiamento concedido ao próprio produtor", diz Mâncio.
Mâncio Lima esclarece que o FNO tem destinados R$ 70 milhões para atender o setor produtivo do Acre neste ano e pelo menos R$ 15 milhões do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT). "Na segunda-feira, em Cruzeiro do Sul, nós lançamos um projeto piloto de crédito para capital de giro isolado (só o dinheiro do capital de giro) para empresas comerciais, indústria e prestadoras de serviço com faturamento máximo anual de 1,2 milhão de reais", ressalta
Quanto ao pedido dos agroflorestais, ele está sendo estudado, pois eles desejam que os recursos sejam concedidos com as mesmas facilidades do Pronaf, o qual cobra um juro anual de 1,8% sobre o dinheiro emprestado
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