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Barra Grande

Época, Cartas dos Leitores
Autor: COSTA, Gilberto G.; PROCHNOW, Miriam
01 de ago de 2005

Barra Grande

(376/2005) O estrago está feito
Esclarecemos que não houve pressa na liberação da licença de operação. A licença foi concedida após a conclusão de estudo botânico que indicava a existência da espécie de bromélia Dyckia distachya Hassler em outras áreas no sul do país e da Argentina e, da mesma forma que o Departamento de Botânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recomendava a retirada de amostras da espécie. O licenciamento determina a retirada e replantio de comunidades inteiras da espécie. A Procuradoria-Geral do instituto já instaurou processo para apurar as responsabilidades pelo licenciamento prévio concedido em 1999.

GILBERTO COSTA, coordenador de Comunicação Social do Ibama

A informação de que havia uma comissão composta pelo Ibama e MMA para verificar os dados apontados no relatório da Universidade Federal de Santa Catarina sobre as populações da Dyckia distachya e que esse estudo não estava concluído quando o presidente do Ibama, Marcus Barros, emitiu a Licença de Operação (LO), foi repassada a mim, ao professor João de Deus Medeiros e ao advogado do Instituto Socioambiental Raul Valle pelo próprio diretor de Licenciamento do Ibama, Luiz Felippe Kunz Jr., durante audiência com a ministra Marina Silva, no dia 19 de julho de 2005. Recebemos do Ibama cópia de estudos sobre a Dyckia distachya e pudemos constatar a inexistência de estudos que comprovem a ocorrência de outras populações dessa espécie fora da área de inundação.

MIRIAM PROCHNOW, coordenadora-geral da rede de ONGs da Mata Atlântica e presidente do Conselho da Apremavi Medicina

Época, 01/08/2005, Cartas dos leitores

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