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Banco do Brasil chega à fronteira

A Crítica (AM) - http://www.acritica.com.br/
Autor: Leandro Prazeres
05 de mai de 2010

SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA (AM) - O Banco do Brasil inaugurou ontem dois caixas eletrônicos em Iauaretê, comunidade a 40 minutos de vôo de São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus). O que para a maioria das pessoas pode parecer uma notícia banal, na comunidade povoada, em sua grande maioria, por indígenas e militares, as máquinas estão sendo vistas como parte de uma pequena revolução. Iauaretê é uma pequena comunidade com pouco mais de 4 mil habitantes localizada às margens do rio Uaupés, na divisa do Brasil com a Colômbia.

Desde dezembro de 2009, o Banco do Brasil e o Exército Brasileiro firmaram um convênio para a instalação de caixas eletrônicos nos 12 Pelotões Especiais de Fronteira (PEFs) instalados no Estado do Amazonas. O primeiro foi implantado no final do ano passado, em Vila Bittencourt.

Iauaretê é a segunda comunidade a receber os equipamentos, que ficarão na sede do PEF de Iauaretê, em uma sala refrigerada e com porta de abertura eletrônica. Os terminais farão as mesmas transações que qualquer outro terminal do País (exceto impressão de talões de cheque) e serão controlados, via satélite, por uma agência no Centro de Manaus.

Para entender o impacto de um simples caixa eletrônico numa comunidade como Iauaretê é preciso entender que lá não há agências bancárias e a mais próxima está na sede de São Gabriel, a cinco dias de viagem de barco. Os poucos funcionários públicos do governo estadual e municipal têm de receber seus salários em uma agência dos Correios ou, nomear procuradores na cidade que ficam com seus cartões e senhas para retirar o dinheiro e enviar por terceiros. E mesmo aqueles que recorrem ao correspondente bancário dos Correios ainda tem de contar com a sorte.

"Tem dias que o dinheiro acaba e temos que esperar os vôos dos militares para reabastecer o nosso cofre", conta Antônio Silvestre, funcionário dos Correios. A auxiliar de cozinha da escola municipal de Iauaretê, Judith Teixeira Almeida, 48, da etnia wanano, diz que a implantação de um caixa eletrônico na comunidade vai dar mais liberdade aos índios.

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