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Baixa renda faz consumo de energia crescer menos

OESP, Vida, p. A20
05 de Nov de 2004

Baixa renda faz consumo de energia crescer menos

Jacqueline Farid

O baixo rendimento dos brasileiros acaba influenciando no uso de energia e de minerais, como revela a pesquisa do IBGE. O consumo por habitante no Brasil passou de 36,3 GJ (Giga Joule, um padrão de medida para energia elétrica) em 1992 para 42,6 GJ em 2002. "Há um subconsumo no Brasil", disse o técnico responsável pela análise das informações econômicas da pesquisa, Flávio Bolliger. Segundo ele, a tendência é de crescimento desse índice, mas para que isso ocorra é preciso realizar novos investimentos no setor.
Bolliger ressaltou que a estabilização do consumo de energia per capita no País desde 1998 (desde então oscilando em torno de 42 GJ) é resultado do baixo crescimento da oferta interna de energia. Desde 1997, ela mantinha um crescimento médio de 2% ao ano. Mas especificamente entre 1997 e 2000 apresentou aumento menor, em torno de 0,65%.
A situação não difere muito no caso dos minerais (como materiais de construção e alumínio). O consumo individual desses produtos no Brasil ainda é baixo se comparado ao dos países mais desenvolvidos, apesar de o País ser um importante produtor e exportador de bens dessa natureza, segundo conclui a pesquisa.
MAIS COMPRAS
Apesar do nível de consumo ainda baixo e com forte potencial de crescimento, no caso de alguns produtos o consumo per capita cresceu bastante entre 1992 e 2002. É o caso do alumínio. No período, as compras de cada brasileiro passaram de 2,6 quilos para 4 quilos. Crescimentos importantes ocorreram também em materiais de construção como o cimento (de 158,3 quilos para 216,6 quilos por habitante).
O caso do cimento é curioso. Ao longo de 10 anos, o consumo desse produto cresceu. Em 1998, o brasileiro consumia cerca de 242,3 quilos do produto. Desde então, ele parou de comprar cimento até recuar aos 216,6 quilos de 2002. As estatísticas acompanharam o mau desempenho da indústria de construção no período.
Bolliger disse que o Brasil tem um padrão de consumo mineral muito inferior aos países desenvolvidos, representando um terço da Alemanha e da França.

OESP, 05/11/2004, Vida, p. A20

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