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Bactéria resistente a doenças, em índios do Acre, é alvo de pesquisadora paulista

ContilNet - http://www.contilnetnoticias.com.br
27 de Nov de 2013

Para investigar as características de uma bactéria resistente a antibióticos que pode provocar doenças graves, uma pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) está realizando exames em indígenas do Acre.

Informações do site G1 Acre dão conta de que trata-se da MRSA, um tipo de Staphylococcus aureus que já foi mais comum em ambiente hospitalar e atualmente se encontra em toda população, apresentando-se em maior percentual nas populações indígenas.

Segundo a publicação, a presença desses micro-organismos é identificada através da análise de material colhido na mucosa nasal e garganta.

Segundo a pesquisadora Lígia Abrão, a MRSA está presente em 30% da população, porém a variante da bactéria resistente às drogas mais usadas é encontrada em 0,8% da comunidade.

De acordo com Lígia, tal bactéria "está relacionada com infecção de pele, pneumonia necrotizante, que é um quadro mais grave do que o normal, intoxicação alimentar e a síndrome do choque tóxico que é a nível sistêmico".

"O nosso objetivo é identificar onde essas bactérias estão, como têm se comportado e em que tipo de população está instalada. Com essas informações, quando o indivíduo infectado entrar no ambiente hospitalar vai receber de imediato a medicação adequada, evitando a evolução para um quadro mais grave e a disseminação", explica.

Lígia Abrão, que também é enfermeira, explica que os homossexuais, diabéticos, presidiários, indígenas e outras pessoas que vivem em ambientes aglomerados, fazem parte do grupo de risco.

"Os indígenas têm uma predisposição maior por tomar muito banho, apresentam uma característica de infecção de pele devido às substâncias usadas na pintura e contam com condições de saúde mais precárias. Constatada a presença desse micro-organismo, a gente fornece o tratamento e todas as informações colhidas serão utilizadas para nortear o tipo de estrutura de saúde que deve ser oferecida aos indígenas", relata.

Esse tema faz parte da tese de doutorado em doenças tropicais da pesquisadora. Ela conta com o apoio do laboratório do Campus da Universidade Federal do Acre (Ufac) em Cruzeiro do Sul e do pesquisador e professor Rodrigo Medeiros. As análises colhidas em indígenas dos municípios de Mâncio Lima e Feijó serão analisadas em Botucatu (SP).

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