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Autoridades e sociedade discutem portaria da Funai

Maracaju News - www.maracaju.news.com.br
26 de Jul de 2008

Mais de 100, pessoas entre empresários, agricultores, comerciantes, presidente de entidades participaram na manhã desta sexta-feira, na sede do Sindicato Rural de Maracaju, de levante sobre as portarias de estudo sócio cultural em prol dos índios guarani, na região de Maracaju.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Maracaju, Luiz Alberto Morais Novaes, a reunião é para mostrar a população, o momento delicado, criado pela Funai ( Fundação Nacional do Índio) com a portaria para estudos antropológico em vários município da região, Maracaju é essencialmente agrícola e depende da agricultura todos os setores da sociedade.

Segundo o presidente, essa situação já começou a ter uma retração no próprio comercio que é ligado diretamente no setor.

Isso é uma loucura, ninguém sabe, onde e como será feito esse estudo, mas sabemos que é na parte produtiva do município, já imaginou o impacto que isso vai causar na sociedade, as terras foram tratadas, cuidadas para chegar ao estágio que chegou, tem famílias que dedicaram a vida toda, e hoje os filhos os netos estão trabalhando, e ter que abandonar tudo, não dá para entender, um terço do Estado, 12 milhões de hectares,toda a parte produtiva, isso não vai falir o Estado".Concluiu Mandi.

O deputado Reinaldo Azambuja, que esteve na reunião, falou que não consegue entender essa medida, um momento de crescimento, onde Mato Grosso do Sul cresce a agricultura do Estado dá exemplo, isso é caminhar na contra mão da história, essa medida se não for revogada, pode causar conflito no campo, e os município afetados, dependem do agronegocio, como vão sobreviver."O governador André, junto com a maioria dos deputados, estão unidos na tentativa de encontrar uma solução, para acabar com essa bobagem e com essa incerteza de futuro para o estado criado pela Funai."Disse Reinaldo.

Para Dácio Queiroz, Coordenador Comissão de Assuntos Fundiários da Famasul, destacou que as determinações têm essência do ministro da justiça e do presidente da república, em ato de apoio, tolerância e permissibilidade de ações sobre interesses de terras privadas, sem comunicar o Estado, além de não previsão orçamentária indenizatória.
"Esse é o teste para o limite de tolerância do agricultor, que sobrevive com crises, falta de política agrícola, clima e agora essa atitude do governo, usando índios como massa de manobra pela Funai".

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