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Autonomia para os índios

Brasil Norte-Boa Vista-RR
31 de Out de 2003

O senador Mozarildo (foto) reivindicou ontem uma política indigenista que não se limite à demarcação de terras e dê autonomia econômica e financeira aos índios. "É imprescindível respeitar os povos indígenas para que eles próprios busquem sua autonomia".
Mozarildo afirmou que boa parte das crianças Inomamis está desnutrida, apesar dos convênios que a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) assina com organizações não-governamentais (ONGs) para o atendimento àqueles índios.
- Se os Inomamis vivem livremente em terras demarcadas e sua saúde recebe verbas governamentais, há algo errado com essa política indigenista, que não consegue garantir bem-estar às crianças.
Para Mozarildo, apenas 30% dos problemas indígenas estão nas mãos da Fundação Nacional do Índio (Funai). Os demais estão repartidos entre o Ministério da Educação, Funasa, missões religiosas, ONGs e governos estaduais. Segundo ele, essa diversidade de orientações está na contramão de uma política indigenista que trabalhe pela autonomia indígena.
Ele citou palavras do presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes, conclamando governo e sociedade a lutarem pela autonomia cultural e política dos 320 mil índios brasileiros e afirmando que o objetivo somente poderá ser conseguido se essas comunidades forem econômica e financeiramente autônomas.
Mozarildo considera relevante o respeito às diferenças étnicas e culturais dos povos indígenas. "Nós podemos permitir que a Funai e os organismos internacionais mantenham o índio esterilizado, sem amparo, jogado à própria sorte. Somos favoráveis a todos os programas de manutenção da cultura indígena, mas não aceitamos hipocrisia e o estimulo ao enfrentamento com os não índios", disse.

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