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Associação dos Municípios contesta homologação

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
18 de Abr de 2005

A assinatura da Portaria de homologação das Terras Indígenas, Raposa/Serra do Sol, em área contínua pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva e pelo Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, surpreendeu boa parte da população do Estado de Roraima e decepcionou importantes segmentos da classe política local.
O presidente da Associação dos Municípios de Roraima (AMR), Ecildon Pinto, disse que a assinatura da homologação em área contínua está proporcionando grande insatisfação entre a maioria dos prefeitos do Estado de Roraima.
"Este ato vai trazer sérios danos ao desenvolvimento econômico e social do nosso Estado. A homologação em área contínua impõe a necessidade de repensarmos o projeto de desenvolvimento para Roraima", acrescentou Pinto.
Ecildon acredita que as dúvidas e incertezas, quanto ao futuro, deverão fazer parte da agenda de discussões dos prefeitos, além da indenização de produtores, a interrupção temporária de grandes iniciativas agrícolas, o relacionamento conflituoso entre indígenas e fazendeiros e principalmente a forma como vão se estabelecer as relações entre o poder executivo municipal e as comunidades indígenas. "Muitos assuntos como a educação, saúde, agricultura, pecuária e outras ações governamentais, poderão inicialmente ser afetadas" afirmou.
Ainda sobre o assunto, o presidente da AMR fez questão de comentar que o gesto do Presidente da República e do Ministro da Justiça foi uma decisão precipitada. "Eles não se sensibilizaram com a opinião expressa de grande parte da população roraimense, além de todos os transtornos que envolvem essa decisão, o Estado de Roraima vai viver um longo período de estagnação econômica e social".
Ao finalizar, o prefeito lamentou, como membro da classe política local, ver Roraima passando por mais este momento de conflito e insegurança. "É lamentável vermos a população de Roraima (índios e não-índios) correndo o risco de sofrerem atos de violência por conta desta decisão. Estaremos reunidos nos próximos dias em caráter emergencial e somando esforços com Ottomar Pinto, que já manifestou publicamente seu desejo de contestar no Supremo Tribunal Federal a decisão pela homologação" finalizou

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