Brasil Norte-Boa Vista-RR
25 de Nov de 2003
Amanhã acontecerá na sede do município de Pacaraima uma sessão especial da Assembléia Legislativa de Roraima. O objetivo da presença dos membros do Poder Legislativo naquela localidade é observar e discutir as questões que afligem os comerciantes do município fronteiriço que estão sofrendo pressões do Ministério Público Federal, da Funai e da União para fechar os seus estabelecimentos comerciais, (em número de cem comércios), bem como da população, que por força de pressões internacionais e de ONG's estão sendo ameaçadas de serem expulsas de suas casas.
A nova crise envolvendo a questão da titularidade das terras em Pacaraima. Aconteceu a partir de uma ação patrocinada pela Funai -Fundação Nacional do Índio - tutora dos indígenas. A Funai a alega que a área de Pacaraima está integralmente situada dentro da Reserva Indígena São Marcos, já demarcada e homologada. Os parlamentares estaduais não concordam com essa pretensão, uma vez que o município roraimense é área de segurança nacional, pois faz fronteira com a cidade de Santa Elena do Uairén - Venezuela.
Situação difícil
Outro fator que causa indignação na classe política diz respeito à situação que atravessa o país com o aumento do desemprego e a situação que enfrenta o Estado de Roraima que neste primeiro ano de governo de Flamarion Portela (PT) teve que enfrentar desafios significativos, como a realização de concursos públicos, ajustes na folha de pagamento e na máquina administrativa, sendo obrigado com as medidas aumentar ainda mais o índice dos desempregados no Estado.
O deputado Vantan Praxedes (Prona), por exemplo, não aceita as desculpas de que a retirada desses comerciantes se faz necessária por que agridem a cultura dos índios. Ele pergunta, porque o MPF não promove uma ação retirando as missões evangélicas das áreas indígenas? Essas sim, segundo o parlamentar agridem as culturas dos indígenas.
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