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Asfaltamento da BR-364

Agência de Notícias Acre - www.agencia.ac.gov.br
Autor: Edmilson Ferreira
24 de Jul de 2008

Construtoras reafirmam prazos para conclusão das obras. Meta é de que ligação de Sena a Feijó esteja completa em 2009 com acabamento final até março de 2010

Centenas de máquinas estão neste momento fazendo o trabalho de terraplanagem (Foto Sérgio Vale / Secom)
As empreiteiras responsáveis pelo asfaltamento do trecho da BR-364 entre Sena Madureira e Feijó (Camter, JM, Fidens, Construmil e Etam) afirmaram esta semana que o cronograma de obras está dentro do planejado e que a grande parte da terraplanagem e perto de 100% das obras de arte correntes serão executados até o fim do ano, no começo do inverno. A Construtora Cidade constrói as pontes no trecho de sete quilômetros do acesso da BR-364 até a cidade de Manoel Urbano.

De seu lado, o governo federal assegurou rigor nas datas de repasse das parcelas da verba de mais de R$500 milhões que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinou ao asfaltamento dos cerca de 230 quilômetros que separam Sena e Feijó. A conclusão da BR-364 é uma das prioridades do PAC.

Os canteiros estão sendo implantados com a perspectiva de funcionarem por dois anos, até março de 2010, prazo contratual para entrega de todo o trecho completamente asfaltado. Muitas empresas anunciam que seus trechos estarão prontos já em 2009, ficando para o ano seguinte o chamado pente-fino, pequenos detalhes que ficam faltando ao longo do serviço.

Há vários obstáculos, os quais estão sendo superados a partir de técnicas geradas no Acre. A Fidens detectou que em 70% de seu trecho, de pouco mais de 35 quilômetros, há presença de solo expansivo, a popular tabatinga. No trecho entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul, concluído há mais de um ano, desenvolve-se a técnica do envelopamento, que aproveita a própria tabatinga na recomposição do solo. A tabatinga será usada no corpo do aterro, informou Ricardo Felício Moura, engenheiro da Construmil e responsável pelo trecho entre Feijó e o rio Jurupari.

Em geral, esse solo mole é completamente removido. Para isso, são escavados buracos que chegam a cinco metros de profundidade, ao mesmo tempo em que largos e compridos. O envelopamento foi aperfeiçoado no Acre pelo engenheiro Salvador Almeida, método que ajudou em muito o processo de asfaltamento da BR-364 entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul. A tabatinga é um barro pobre e perecível. Salvador criou um sistema para aproveitar o solo do tipo montemoreronita passando a usá-la na fundação de terraplagem, uma espécie de base para assentamento de outros solos. A técnica consiste na compactação em grau que impermeabilize a tabatinga. Em seguida, é ´envelopada´ em outros solos e o reforço está pronto.

Cada trecho é uma realidade. Entre a região do rio Jurupari e a fazenda do Sudam, trecho de responsabilidade da Etam, já foram realizados limpeza e desmate em 18 quilômetros. Desses, seis quilômetros já têm corte e aterro” garantiu o engenheiro Alexandre Cabral, coordenador da obra pela Etam.

No trecho da Construmil, três das cinco pontes serão protendidas, sistema pelo qual cabos de aço são esticados dentro das vigas de sustentação. O responsável pelas pontes, Luiz Antônio, trabalhou no trecho entre Tarauacá e Cruzeiro e atualmente dedica-se à construção da ponte sobre o rio Massipira, obra de 120 metros que demanda o serviço de 60 homens. Um acampamento com capacidade para 300 homens está sendo construído às margens do Massipira.

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