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Articulação das políticas voltadas para jovens índios

Funasa
04 de Abr de 2008

Articular as políticas voltadas para os jovens índios. Esse foi objetivo da Conferência Livre - Saúde e Saneamento, realizada hoje (4), no auditório da Funasa/Presi. O evento contou com a participação de representantes de vários órgãos do Governo Federal.

O presidente da Funasa, Danilo Forte, disse que as políticas voltadas para os jovens indígenas são muito importantes, já que o número de índios é muito grande. "Dos 488 mil índios, cerca de 60% têm menos de 20 anos. O nosso trabalho é agir preventivamente. Não é a toa que os índios têm o maior crescimento vegetativo do país", disse.

Danilo Forte destacou o interesse dos jovens índios pelas próprias causas. "Hoje a gente vê maior participação dos índios nos fóruns e nas reuniões dos Condisis (Conselhos Distritais de Saúde Indígena). Isso ajuda na viabilidade das ações. Eles estão acabando com certos tabus, como a ociosidade, o alcoolismo e problemas de saúde mental. Quem sabe daqui a alguns anos, nós veremos um índio deputado, um índio na diretoria da Funasa...", ressaltou.
Segundo o presidente da Funasa, os projetos têm sido criados para dar mais autonomia às ações, como o laboratório fitoterápico construído em Pernambuco no ano passado, mas também para capacitar e empregar os índios.

O diretor-executivo da Fundação, Josenir Nascimento, disse que o trabalho da Educação em Saúde no País é muito importante para fazer a mobilização social. "A área de Educação em Saúde nas Cores está muito bem entrosada. Esse tipo de articulação traz à Funasa a responsabilidade com as políticas para jovens nas comunidades indígenas", destacou.

A coordenadora da área técnica da Saúde do Adolescente e do Jovem do Ministério da Saúde, Thereza Lamare Netto, disse que é importante a intersetorialidade de vários projetos do Ministério e da Funasa. "O Ministério da Saúde tem programas voltados para os jovens desde 1989. Essa é a parte da população com muitas dúvidas e é importante dar informações a eles", afirmou.

De acordo com o assessor nacional da juventude da Secretaria Geral da Presidência da República, José Almir Silva, a maior dificuldade nas ações para a juventude é a pluralidade. "Os programas devem atender a diversidade das vidas dos jovens, que estão em fase de formação. Devemos saudar a iniciativa da Funasa", disse o assessor.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o Brasil é o segundo país mais jovem da América Latina, perdendo apenas para a Argentina. São cerca de 50 milhões de jovens brasileiros com idade entre 15 e 29 anos, o que dá mais que a população do Uruguai.

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