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ARTES PLÁSTICAS -Fauna, flora e índios no panorama internacional Cultura

Jornal do Commercio-Manaus-AM
Autor: Marcos Figueira
29 de Out de 2004

Arte por toda parte é a filosofia de vida do artista plástico catarinense, residente em Manaus, Carlos Prado, 55, dos quais 49 dedicados às artes plásticas e à escultura. No momento, o artista está com a missão de pintar 3.000 telas que vão fazer parte da exposição 'Amazônia, Fauna, Flora e Índios', no próximo ano, na França.

Segundo Carlos, ao longo desse tempo já produziu cerca de 20 mil telas. O pintor se diz autodidata e pinta de acordo com sua inspiração e o lugar onde vive, respeitando a cultura e o folclore. Atualmente morando em Manaus, tem como foco de inspiração as belezas naturais da fauna e da flora amazônicas. "Aqui existem vários cenários que servem a todo tempo de estímulo. Então é impossível não registrar essas cenas", justificou.

DAS FORMAS ÀS CORES

Carlos destacou que nesta fase de sua vida, sua satisfação artística é a descoberta do abstrato, no entanto, observou que os outros movimentos também fazem parte do dia-a-dia das pessoas e que precisa usar seu talento para mostrar as belezas que rodeiam o homem.

"Penso que em primeiro lugar o artista pinta todas as formas, e a partir das cores ele começa a descobrir o mundo e que nele há vários sentidos", explicou.

Artista se prepara para entrar no livro dos recordes

Sobre a série 'Fauna e Flora da Amazônia', Carlos Prado disse que a idéia surgiu a partir do momento no qual sentiu que a beleza da Amazônia precisava ser vista pelo mundo e que a arte era o melhor caminho para quem não podia ter acesso a esse cenário. "Acho que nenhum artista vai perder essa oportunidade de registrar tudo isso que nos cerca. É uma obrigação do artista", destacou.

Para a exposição na França, Carlos já está com cerca de mil telas prontas nas quais tem como destaque imagens de diversos pássaros amazônicos e cenas do folclore.

O artista e sua obra estão na lista para entrar no Guinness, o livro dos recordes. O feito é por conta de pintar em média cerca de dez telas por dia e ser o primeiro artista no mundo a expor 3.000 telas em uma única exposição.

Para Carlos, outra função desse registro amazônico é deixar material de pesquisa às futuras gerações. Disse ainda que para ele o que menos importa é a sua satisfação pessoal. "O que importa neste momento é deixar uma marca no tempo do que vejo e do que fui como ser humano", acrescentou.

Carlos já andou por quase todos os Estados brasileiros e mais de 28 países levando sua arte em nome de uma nova humanidade. Realiza trabalhos de filantropia em creches e asilos e tem falado em seminários e simpósios sobre a importância da arte

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