Jornal do Commercio
Autor: Ana Célia Ossame
04 de Set de 2007
A arte de indígenas do Amazonas em pintura e marchetaria já atravessou o oceano para chegar a um dos mais requintados públicos da Europa: o francês. Por meio do Instituto Dirson Costa (IDC) de Arte e Cultura Amazônicas, quatro obras de marchetaria e pintura de alta qualidade já estão naquela cidade pronta para encher os olhos dos visitantes da exposição denominada "2o. Salon du Brésil à Paris", evento programado pelo Governo Federal.
O salão vai reunir, a partir de amanhã, dezenas de empresas e instituições de todo o País, entre as quais a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e Banco da Amazônia, para expor o melhor do Brasil em vários segmentos de mercado. Fora da linha empresarial, o Instituto Dirson Costa, criado em 2001 com o objetivo de habilitar, por meio do estudo das artes e da cultura da paz, o homem amazônida ao pleno exercício da cidadania, mostrará os frutos de uma iniciativa inovadora que tem criado produtos com o genuíno jeito brasileiro de ser. É o que afirma Aidalina Costa, a presidente do IDC, que não esconde a surpresa e alegria de ver o instituto selecionado para tão importante mostra.
Formação
Idealizado pelo maestro e compositor Dirson Costa, que por mais de 40 anos dedicou sua vida ao desenvolvimento da música nos Estados do Amazonas e Roraima, ex-marido de Aidalina, já falecido, o IDC tem como patrocinador o Banco da Amazônia e com isso consegue desenvolver como projeto principal a profissionalização dos índios e seus descendente residentes em Manaus nas áreas da pintura, marchetaria, etnoxilogravura e escultura. "Nós estamos resgatando e retratando a cultura amazônica em obras de arte produzidas pelos cidadãos índios e seus descendente residentes em Manaus", diz ela, ressaltando como resultado imediato desse trabalho o resgate da auto-estima e do orgulho dos artistas-indígenas por ser membro de uma etnia.
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