VOLTAR

Arrecadação chegou a R$ 8,2 milhões

O Globo, Rio, p. 19
15 de mar de 2006

Arrecadação chegou a R$ 8,2 milhões

Letícia Lins

RECIFE. No Distrito Estadual de Fernando de Noronha, arquipélago oceânico localizado a 545 quilômetros de Recife, funciona há pouco mais de uma década a Taxa de Preservação Ambiental, que hoje responde pela maior fonte de receita da ilha e rendeu aos cofres R$ 8, 2 milhões no ano passado - o que representa mais de 80% da arrecadação do distrito.
Em 2005, desembarcaram na ilha cerca de 90 mil turistas, 55 mil dos quais de avião. Todos que chegam, no entanto, são obrigados a desembolsar R$ 32,12 por dia de hospedagem no arquipélago que abriga praias parasidíacas abertas ao público e tem um parque nacional marinho, onde a visitação é limitada e a pesca totalmente proibida.
A taxa, no entanto, é variável de acordo com o período de estadia. Se a viagem for de apenas cinco dias, o turista ganhará um pequeno desconto pagando R$ 157,52 pelo período ao invés dos R$ 160,06. A redução da taxa é gradativa até dez dias, quando o desembolso diário fica em R$ 29,73.
Mas se o visitante quiser ficar mais tempo, pagará mais. A partir de dez dias, o aumento da taxa é gradativo. No décimo segundo dia, ele já terá acumulado uma taxação de R$ 409,63 que pode chegar a R$ 2.652,80 por mês. Ou seja, R$ 88,42 por dia. No início da implantação do sistema houve muita reclamação. Mas os turistas estão sendo conscientizados a respeito da importância da taxa. O formulário pode ser impresso via internet e o pagamento feito em qualquer agência bancária, o que evita as filas do passado.
Segundo o Administrador Geral de Fernando de Noronha, Edrise Aires, a instituição da taxa teve por objetivo não só aumentar a arrecadação do arquipélago, mas desestimular a presença de turistas na ilha que abriga hoje cerca de 4 mil pessoas, somando nativos e a população flutuante de 1.200, formada em sua grande maioria de turistas:
-- A taxa trouxe mudança para a ilha, onde o turismo cresceu e a pressão é grande. Sem ela não haveria sustentabilidade.
Segundo Aires, o dinheiro arrecadado cobre metade dos gastos da folha de pagamento dos funcionários, obras de infraestrutura na ilha e toda a coleta de lixo.
Em outro paraíso ecológico, no Parque Nacional de Galápagos, no Equador, o preço da tarifa varia de US$ 3 a US$ 100, de acordo com a origem e a idade do turista.

O Globo, 15/03/2006, Rio, p. 19

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.