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Áreas protegidas concentram 18% do desmatamento detectado em setembro

Globo Amazônia - www.globoamazonia.com
29 de out de 2008

Desmatamentos da Amazônia ocorridos em parques, reservas e terras indígenas representam 17,7% do total identificado em setembro pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Durante o período, o instituto detectou 85,3 km² de degradação florestal no interior de áreas protegidas e 19,3 km² de devastação nas áreas de amortecimento dessas reservas - locais distantes até 10 km do limites das unidades de conservação. A soma das áreas equivale a cerca de três vezes o tamanho da Floresta nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro.

O local mais afetado é a Terra Indígena de Bacurizinho, no município de Grajaú, no Maranhão. Apenas nesse local, 27,8 km² de florestas foram degradados.

Veja abaixo a tabela com as dez áreas protegidas onde o Inpe detectou os maiores desmatamentos em setembro:

Nome da área protegida..................................Estado..............Km² Desmatado

Terra Indígena Bacurizinho.................................MA...............................27,8
Terra Indígena Marãiwatséde.............................MT...............................16,7
Floresta Nacional do Bom Futuro........................RO...............................11,9
Terra Indígena Porquinhos-Aldeia Chinela..........MA...............................10,2
Parque Nacional Mapinguari...............................AM..................................3,4
Parque Estadual Serra de Santa Bárbara...........MT.................................2,8
Floresta Nacional Saracá-Taquera......................PA..................................2,5
Reserva Extrativista Jaci-Paraná.........................RO..................................2,1
Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu.....PA..................................1,3
Parque Estadual Serra de Ricardo Franco...........MT.................................1,0

O Inpe ressalta que nem todo o desmatamento identificado em setembro pode ter sido realizado nesse mês, pois a cobertura de nuvens muitas vezes impede que os satélites detectem áreas degradadas, que são descobertas posteriormente, quando o céu está limpo.

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