O Liberal-Belém-PA
23 de Set de 2005
Quatro distritos paraenses serão beneficiados com contrato assinado na tarde de ontem entre a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, para implementação de vigilância alimentar em distritos sanitários indígenas em todo o País. No Estado, o programa atenderá 3.500 crianças e gestantes. Serão 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) no total. No Pará, serão contempladas as comunidades indígenas dos distritos de Altamira, Guamá, Caiapó e Tapajós. O programa pretende treinar 500 profissionais nas áreas de saúde, como médicos, enfermeiros e odontólogos. Em todo o país, serão atendidas cerca de 65 mil crianças indígenas de zero a quatro anos, além das gestantes, que terão orientação sobre nutrição e higiene alimentar através de vídeos, CDs e livros.
Os profissionais serão treinados via internet, telefone, fax e correio. O projeto, que tem duração de estimada de quatro anos, conta com duas fases. A primeira delas consiste na reeducação e conscientização alimentar. Os técnicos com nível superior serão treinados durante um ano, e os de nível médio durante nove meses. Essa fase deverá ter início até outubro desse ano. A previsão é que o projeto seja finalizado no ao de 2008.
Na segunda etapa, ainda sem data prevista, serão capacitados agentes indígenas da saúde. A Funasa ficará encarregada de conceber, avaliar e acompanhar a implementação de todo o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional Indígena (Sisvan), junto com a Fiocruz. A iniciativa é inovadora, tendo em vista que o Brasil ainda não dispõe de um sistema de vigilância alimentar e nutricional nas áreas indígenas do País.
Paulo Lustosa, presidente da Funasa, destacou que, inicialmente, o sistema vai atender à população de maior risco, como crianças, mulheres grávidas e as que estão amamentando. "Priorizar gestantes, nutrizes e crianças vai permitir a redução de doenças provocadas pela subnutrição entre os índios. O sistema também integrará outras ações desenvolvidas nas aldeias, como a distribuição de cestas básicas e suplementação de vitamina A e sulfato ferroso", informa
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