O Globo, Amanhã, p. 3
Autor: MOTTA, Cláudio
09 de Jul de 2013
Áreas de risco da fauna gaúcha
Maior estudo já realizado sobre o estado de conservação de animais no Rio Grande do Sul lista 274 bichos ameaçados, mobilizando especialistas de 70 instituições nacionais e estrangeiras
Cláudio Motta - claudio.motta@oglobo.com.br
Caça, doenças e perda de habitat colocam em perigo o primata bugio-ruivo (Alouatta guariba clamitans) no Rio Grande do Sul. Símbolo do Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, o mamífero é um dos 274 animais considerados ameaçados pelo mais importante estudo já feito sobre o estado de conservação da Fauna gaúcha, publicado na semana passada. O trabalho mobilizou 275 especialistas de 70 instituições brasileiras e estrangeiras, que ajudaram a avaliar 1,6 mil animais nos padrões da União Internacional para a Conservação da Natureza.
A lista se divide entre os criticamente em perigo, como o sapinho-de-barrigavermelha (Melanophryniscus admirabilis); os vulneráveis, como o jaguatirica (Leopardus pardalis); e os extintos, como o patinho-gigante (Platyrinchus leucoryphus). A situação de cada um destes bichos pode ser consultada na página da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (www.fzb.rs.gov.br), instituição ligada à Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Até a próxima segunda-feira, permanecerá aberta a consulta pública on-line. Nela, qualquer um pode sugerir correções. Em até 20 dias, os especialistas analisam as contribuições e decidem se as incorporam ou não.
- A consulta pública confere transparência ao trabalho - diz Glayson Ariel Bencke, pesquisador da Fundação Zoobotânica, que liderou a equipe.
O mapeamento já apontou 11 espécies regionalmente extintas. Os pesquisadores esperam agora que este número não cresça.
O Globo 09/07/2013, Amanhã, p. 3
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.