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Apuração do MPF já detectou a presença de 18 estrangeiros na Raposa/Serra do Sol

Brasil Norte-Boa Vista-RR
11 de Fev de 2004

O procedimento instaurado no mês passado pelo Ministério Público Federal (MPF) para investigar a presença ilegal de estrangeiros na terra indígena Raposa/Serra do Sol já relacionou 18 nomes que estão trabalhando para entidades religiosas próximas aos índios. Todos serão submetidos à minuciosa averiguação da Polícia Federal.
De acordo com o procurador Darlan Dias, o passo inicial do Inquérito Civil Público 012/04 foi requisitar informações à Fundação Nacional de Saúde (Funai) e às entidades religiosas que atuam na região: Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Missão Evangélica Sem Fronteiras (Mesef) e Missão Evangélica da Amazônia (Meva).

O MPF fez o mesmo requerimento às principais entidades indígenas com presença atuante na Raposa/Serra do Sol: CIR, Arikon, Alidecir e a Sodiur. Essas três últimas não atenderam o prazo de 10 dias fixado pelo documento. O pedido foi renovado. Apela para que contribuam com a apuração sobre a presença estrangeiros na reserva.
As 18 pessoas constam na relação das demais entidades. A maioria faz parte dos profissionais que atuam em nome do Cimi, vinculado à Igreja Católica.

As comunidades com maior presença de estrangeiros são Surumu e Maturuca. Ambas ligadas ao CIR. O restante está em aldeias contrárias à homologação em área única, como Flexal e Raposa.
Três requisitos precisam ser preenchidos para comprovar que estão legais. A relação dos estrangeiros foi enviada à Polícia Federal, que identificará se eles têm visto de permanência no Brasil. Os tuxauas das comunidades onde eles atuam terão de dizer se concordam com a presença deles e a Funai responderá se concedeu a devida autorização.

Italianos
Os fotógrafos italianos notificados não fazem parte da relação que está no MPF. Indagado sobre o nome do Padre Jorge - muito citado por indígenas - Darlan Dias assegurou que não está na lista, detalhando ter indícios de que não anda mais pela região. "Essa informação foi prestada pela Igreja Católica", disse o procurador. (I.G.)

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