Ibama
02 de Mar de 2004
Denúncia anônima a Receita Federal levou agentes dos Ibama e policiais do Batalhão de Policiamento Ambiental do Pará(BPA) à descoberta de 88,090 metros cúbicos de mogno (Swietenia macrophylla) da empresa exportadora Indústria Comércio de Madeiras Nossa Senhora de Fátima Ltda, com sede em Redenção, sul do Pará. A carga seria embarcada no navio Mol Brasília como Jatobá - avaliado em 71 mil reais e, entregue, a uma empresa de fachada de nome Maderas Nacionales, na Ilhas Virgens Britânicas, no Caribe.
Quando o produto florestal foi vistoriado pelos fiscais descobriu-se que era mogno, avaliado em R$ 1 milhão e classificado como FAS - nomenclatura que indica que a madeira é de excelente cotação no mercado internacional alcançando até R$ 1.8 mil o metro cúbico. O despachante da carga desapareceu e está sendo procurado pela Receita e Polícia Federal. A empresa foi autuada em R$ 45 mil e lacrada pelo IBAMA, em Redenção, sul do Pará, a 900 km da capital Belém.
Segundo o gerente executivo do IBAMA no Pará, Marcílio Monteiro este é o indício de que a máfia do mogno continua agindo através de novas empresas e novos personagens como laranjas. Existem novas rotas para o contrabando da espécie partindo da Amazônia para o Caribe. Vamos investigar tudo isso e chegar aos culpados, garante Monteiro. Documentos da empresa apontam que Antônio da Silva Ferreira, Maria Aurismar Guimarães, Raimundo Adair Magalhães Nascimento, Antônio Litácio Brasileiro de Carvalho e João Gomes Soares são sócios da empresa exportadora em Redenção (PA).
Investigações em curso revelam outras pessoas como os reais proprietários da empresa neófita na rota do contrabando do mogno. A extração, beneficiamento, transporte, comercialização e exportação do mogno estão proibidas pelo governo brasileiro desde 2001. Em 2003, o Ibama editou as portais 6 e 7 que tratam das novas regras para a elaboração de PMFS - Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) para a espécie mogno
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