Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
12 de Dez de 2002
A construção de uma cerca que está causando confusão em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, já deveria ter ocorrido há mais tempo, segundo o vice-presidente da Associação dos Povos Indígenas do Estado de Roraima (Apirr), Firmino Alfredo da Silva.
Segundo ele, a cerca é para proteger o Morro do Quiabo da ação dos invasores. O início da construção da cerca com extensão de 11 quilômetros esta semana provocou conflito com os moradores.
Firmino ressaltou que o único interesse em cercar a área é evitar a invasão e preservar de destruição. "A área estava sendo invadida e ela é demarcada e homologada", destacou.
Diante da confusão, a obra de construção da cerca foi paralisada. O presidente da Apirr disse que está definindo uma viagem a Brasília e, se possível, entrar com uma ação na tentativa de resolver a questão no município.
O conflito foi causado por moradores revoltados porque a cerca obstrui o trânsito até a cidade. Um grupo de moradores colocou os índios para correr e queimou a madeira colocada para construir a cerca.
A mobilização se estendeu até a casa de apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Pacaraima. A destruição da casa foi impedida pela Polícia Civil. Ontem estava prevista uma mobilização de moradores na ponte do rio Surumu, mas não aconteceu.
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