Funasa
24 de Out de 2007
"O principal desafio do governo é garantir acesso a todos pacientes com distúrbios psíquicos que necessitem de tratamento. Isso inclui indígenas de todo País". A frase, dita durante a Iª Conferência Nacional de Saúde Mental Indígena, pelo coordenador nacional de saúde mental do Ministério da Saúde, Pedro Delgado, ilustra bem o esforço atual que a pasta representada por ele, Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e Fundação Nacional do Índio (Funai) têm feito para que os índios brasileiros passem a ter um atendimento psicossocial adequado.
Segundo Delgado, o Sistema Único de Saúde (SUS) atende atualmente 6 milhões de pacientes que necessitam de acompanhamento psiquiátrico constante. Além disso, cerca de 10% da população nacional precisou, nos últimos 12 meses, de algum tipo de socorro psíquico. "Esse problema e esses números referem-se a estatísticas mundiais. É um problema geral. Aqui no Brasil estamos há 10 anos mudando a forma de atender nossa população", disse referindo-se ao trabalho que praticamente fechou as portas dos antigos hospitais psiquiátricos.
Ainda de acordo com o coordenador, o mesmo trabalho vem sendo realizado para atendimento aos indígenas, mas é preciso cuidado para não interferir nas culturas das comunidades. "Devemos valorizar de forma clara todas as experiências de enfrentamento nessa questão. Lembramos ainda que não temos um modelo de abordagem e o grande desafio serão as adversidades culturais para a construção de um plano de saúde mental para o índio. O Ministério da Saúde está construindo juntamente com a Funasa, Funai e comunidades indígenas medidas para enfrentamento desses problemas, que espero ver em breve solucionados", concluiu Delgado.
A Iª Conferência Internacional de Saúde Indígena realizada pela Funasa no Lakeside, em Brasília, conta com a participação de países da América do Sul, América do Norte e Oceania. A cerimônia de encerramento será amanhã (25) e contará com a presença de autoridades nacionais e especialistas na área de saúde mental.
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