OESP, Economia, p. B5
10 de Mai de 2007
Angra 3 vai sair, garante Rondeau
Ministro diz que a decisão sobre quando a usina será construída deverá ser tomada pelo CNPE em junho
Leonardo Goy
A usina nuclear de Angra 3 vai ser construída, afirmou ontem o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. "A questão é definir quando", acrescentou, durante seminário sobre energias renováveis promovido pela Câmara dos Deputados. A decisão final sobre a construção de Angra 3 deverá ser tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que deverá se reunir em junho.
O tema divide o governo. Além de Rondeau, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, são a favor do projeto. Há, porém, oposição da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O CNPE também poderá discutir o dilema entre a construção de usinas hidrelétricas e a proteção ao meio ambiente.
O ministro lembrou que para tomar a decisão sobre Angra 3 será necessário adequar a legislação do setor elétrico de forma a definir como será vendida a energia produzida pela usina. Ele ressaltou que as usinas nucleares de Angra 1 e 2 foram construídas numa época em que o modelo era totalmente estatal.
Angra 3, por ser uma usina nuclear, terá de ser construída pelo governo. A questão pendente é como a energia dela será ofertada. "Não pode ser por leilão, pois é uma obra do governo. Então temos de adequar à legislação", disse ele.
Indagado se o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiaria parte da construção de Angra 3, Rondeau disse que não sabe, mas presume que sim.
BIODIESEL
Rondeau disse, ainda, que, desde o fim de abril, o País tem capacidade de produzir o biodiesel necessário para garantir a mistura de 2% em todo o diesel vendido no País. Essa exigência entrará em vigor em 2008.
A capacidade total do País foi ultrapassada, com segurança, com a autorização, em 30 de abril, para que a usina da Brasil Ecodiesel, em São Luiz, entre em operação. Essa usina tem capacidade de produzir 108 milhões de litros por ano.
Com isso, a capacidade total do País chega a 962 milhões de litros por ano, superando, com folga, os 840 milhões de litros necessários para que a mistura de 2% possa começar a partir do ano que vem.
OESP, 10/05/2007, Economia, p. B5
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.