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Anfíbios contrariam ameaça de extinção

OESP, Vida, p. A38
10 de Jun de 2006

Anfíbios contrariam ameaça de extinção
Colômbia redescobre 3 espécies de sapos; Brasil acha 2 novas, de rãs

Herton Escobar

Considerado o grupo de fauna mais ameaçado do planeta, os anfíbios ainda surpreendem os pesquisadores. Nas últimas semanas, cientistas na Colômbia "ressuscitaram" três espécies de sapos que não eram vistas na natureza há mais de dez anos. E em Bertioga, no litoral paulista, pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes descobriram duas possíveis novas espécies de rãs da mata atlântica.

A descoberta foi feita durante um trabalho de inventário biológico do Parque das Neblinas, uma reserva privada de 2,8 mil hectares no limite com Mogi das Cruzes. Entre as centenas de espécies de fauna e flora identificadas, dois anfíbios parecem ser inéditos para a ciência: uma rã do gênero Paratelmatobius e outra do gênero Adenomera.

A descrição científica dos bichos ainda não foi publicada, mas o coordenador da pesquisa, Paulo Garcia, está certo de que são espécies novas. O mais incrível, segundo ele, é o fato de elas terem sido encontradas em uma região que já é explorada há décadas e dentro de um parque usado por turistas.

"Isso mostra que a nossa riqueza de anfíbios é muito grande e muito pouco conhecida", diz. "Nosso país já é considerado o mais megadiverso em anfíbios do mundo, e ainda estamos descobrindo uma média de seis a dez espécies por ano."

ARLEQUIM

Na Colômbia, pesquisadores patrocinados pela organização Conservação Internacional (CI) redescobriram três espécies de sapos que temia-se extintas. Todas do gênero Atelopus, conhecido como "arlequim".

O primeiro (A. ebenoides marinkellei) foi achado no Estado de Boyacá, no leste do país, e os dois últimos (A. laetissimus e A. nahumae) nas cordilheiras de Santa Marta, na costa caribenha. Em outros locais, as espécies foram vitimadas pela degradação ambiental e pela quitridiomicose, doença causada por um fungo.

"Supomos que a maioria das populações estava criticamente ameaçada ou já havia sido dizimada", diz o especialista Claude Gascon, da CI.

OESP, 10/06/2006, Vida, p. A38

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