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Aneel tenta evitar falhas e altera leilões

GM, Aneel, p. C4
11 de Out de 2005

Aneel tenta evitar falhas e altera leilões

Com algumas alterações na sistemática, acontecem hoje em São Paulo o terceiro e o quarto leilões de energia existente. Depois dos problemas ocorridos no último leilão, realizado em 02 de abril passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsáveis pelo evento, resolveram modificar detalhes da sistemática da negociação, para evitar a repetição as falhas.
No segundo leilão, as negociações duraram mais de 18 horas, sem, contudo, resultar na contratação da totalidade da demanda solicitada pelas distribuidoras. Apenas 1.325 MW foi negociada, cerca de metade da energia solicitada pelas distribuidoras para 2008. Além disso, não houve contratos para o produto 2009 (que será novamente ofertado hoje).
Por isso, a nova sistemática previu a negociação distinta para os diferentes produtos. Pela manhã serão negociados apenas lotes de energia para fornecimento a partir de 2006, em contratos de 3 anos de duração. À tarde será realizado o leilão da energia a ser fornecida a partir de 2009, em contratos de oito anos de duração.
Outra mudança é a maneira como oferta e demanda se encontram, permitindo o fechamento dos contratos. Anteriormente, a cada rodada do leilão, além da redução dos preços, o sistema automaticamente também diminuía o volume de energia em negociação. Na nova sistemática, a demanda permanece constante, de forma a permitir que a totalidade da energia seja contratada.
Para o produto 2006, a estimativa do mercado é de que sejam comercializados até 400 MW médios, a valores que ficariam entre R$ 60 e R$ 70 por MWh. Para o produto 2009, analistas projetam que a demanda passaria dos mil MW médios, com preço que devem ficar entre R$ 90 e R$ 100.

GM, 11-12/10/2005, Aneel, p. C4

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