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Aneel defende hidrelétricas com grandes reservatórios

OESP, Economia, p. B8
30 de Set de 2016

Aneel defende hidrelétricas com grandes reservatórios
Diretor-geral da agência, Romeu Rufino, diz que modelos que permitem barragens maiores são os mais adequados

André Borges
André Borges / BRASÍLIA

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, fez ontem uma defesa da construção de hidrelétricas com grandes reservatórios. Os projetos de usinas baseadas em reservatórios de grande porte estão sendo abandonados por conta do impacto ambiental. A defesa desses projetos aponta uma mudança da diretoria da Aneel, que adota uma posição técnica em relação ao planejamento do setor elétrico e sua matriz energética.
A decisão de construir ou não usinas com grandes reservatórios passa por definição da política energética, desenhada pelo Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Rufino defendeu os chamados "reservatórios de regularização". Trata-se de um tipo de hidrelétrica que se apoia na construção de uma grande barragem, que permite maior acúmulo de água, em vez do modelo usado nas atuais usinas em construção, com reservatório "a fio d'água", com pequenas áreas de alagamento e apoiadas pelo fluxo natural dos rios.
"Há necessidade de se tornar mais clara para a sociedade a busca por hidrelétricas com canais de regularização. Essa discussão se faz ainda mais necessária, já que grande parte dos aproveitamentos se encontra na região amazônica", frisou.
As declarações foram dadas durante a abertura de um evento do setor elétrico realizado em Brasília pela Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine). No mesmo evento, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Augusto Barroso, falou sobre outra proposta polêmica: a oferta, pelo governo, de remuneração atrelada ao dólar para contratos de concessão do setor elétrico.
A adoção da medida significaria o governo assumir o risco cambial das empresas estrangeiras que investissem no País. Não é a primeira vez que a alternativa é proposta, mas ela acaba esbarrando em questões legais.

OESP, 30/09/2016, Economia, p. B8

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