OESP, Metrópole, p. A18
02 de Set de 2014
ANA antecipa redução de vazão no Paraíba do Sul
André Borges - O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - Duas semanas depois de São Paulo e Rio firmarem um pacto para assegurar o abastecimento de água para a população, a Agência Nacional de Águas (ANA) oficializou nesta segunda-feira, 1o, a redução de vazão da barragem de Santa Cecília, no Rio Paraíba do Sul. O volume de água da barragem, que estava em 165 mil litros por segundo desde 17 de julho, caiu para 160 mil litros por segundo.
Houve uma antecipação do prazo. Quando o acordo foi oficializado no dia 18 de agosto, previa-se que a redução ocorreria a partir do próximo dia 10, por conta de obras necessárias para readequar o nível de tomada de água pelos municípios. A redução do volume de água, no entanto, passou a valer desde esta segunda e será mantida até o dia 30 de setembro. No fim deste mês, governos paulista e carioca devem se reunir com o governo federal para analisar a situação do abastecimento e necessidades de novos ajustes.
A redução da barragem de Santa Cecília, segundo a ANA, tem o propósito de preservar os estoques de água disponíveis no reservatório da bacia do rio Paraíba do Sul.
As medidas envolvem mananciais que abastecem 15 milhões de pessoas. Como parte do acordo, duas semanas atrás a vazão que a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) libera na usina hidrelétrica do Rio Jaguari, em São José dos Campos, para o Rio Paraíba, subiu de 10 mil para 43 mil litros por segundo. O volume superou os 30 mil litros que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) havia determinado no início do agosto.
Outra medida tomada foi a redução da vazão do Rio Paraibuna, de 80 mil litros para 47 mil litros por segundo. A decisão representou uma derrota para o governo paulista, que pretendia fazer a transposição de água do Jaguari para a Represa Atibainha, do Sistema Cantareira. A obra, que iniciou a disputa pela água com o Rio, está prevista para o início de 2016, e ajudaria na recuperação do Cantareira.
Acordo. A Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo voltou a negar que tenha sido determinada redução na vazão do Cantareira no final de agosto, conforme consta de comunicado do Grupo Técnico de Assessoramento para Gestão do Sistema Cantareira (GTAG). Em nota, a secretaria informou não ter havido acordo ou decisão sobre a vazão.
Já o comunicado do GTAG informa que, durante a reunião iniciada no dia 21, o Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE) e a ANA entraram em acordo sobre a redução da vazão de defluência (saída de água) pelo túnel cinco do sistema, de 19,7m3/s para 18,1 m3/s a partir de 30 de setembro, e pela redução, também pelo túnel cinco, para 17,1m3/s a partir do dia 31 de outubro.
"A Sabesp tem de cumprir o que foi deliberado. Todo mundo quer água, mas a situação é muito grave e a dor tem de ser dividida entre todos", disse o diretor de Projeto do Consórcio PCJ, José Cézar Saad. /
COLABOROU JOSÉ MARIA TOMAZELA
OESP, 02/09/2014, Metrópole, p. A18
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