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14 de Mai de 2003
A floresta amazônica não é obstáculo para o desenvolvimento regional, desde que seja explorada dentro das regras ambientais e com responsabilidade. Foi o que afirmou hoje (14)o governador do Amazonas, Eduardo Braga, em audiência pública na Comissão de Amazônia e de Desenvolvimento Regional, da Câmara dos Deputados.Braga citou a produção de carteiras escolares com madeira certificada e selo verde como exemplo de manejo ambiental responsável feito no seu estado. De acordo com ele, daqui a três anos o Amazonas será auto-suficiente na produção dessas carteiras escolares e em cinco anos poderá ser um grande exportador. "O Amazonas ainda não tem, por exemplo, uma indústria de casas pré-fabricadas com madeira certificada ou uma política para transformar frutas regionais em produto rentável", lamentou o governador. Eduardo Braga apontou como grave problema do estado a questão fundiária. Ele garantiu ser favorável às reservas de preservação ambiental e à demarcação das terras indígenas, desde que sejam feitas com critérios. Na opinião do governador, é incoerente a situação de índios que vivem na miséria e ao mesmo tempo moram em reservas ricas em recursos minerais. "Essas áreas indígenas podem ser produtivas, sempre seguindo critérios ambientais. É possível, com políticas sociais agregadas à política de desenvolvimento sustentável, fazer com que a Amazônia contribua muito para o desenvolvimento do País", afirmou o governador. O presidente da comissão e autor do requerimento para a realização da audiência pública, deputado Átila Lins (PPS-AM), disse que a Comissão de Amazônia foi criada justamente para ser um fórum de debates sobre as políticas públicas na região. Em seguida, o deputado perguntou ao governador quais os principais problemas que o governo Lula poderia resolver na região. Braga respondeu que, ao fazer uma reunião no Acre com a participação de todos os governadores, o presidente demonstrou que considera a Amazônia uma prioridade. (Veja também www.agencia.camara.gov.br e www.amazonia.org.br).
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